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Locadoras de equipamentos em Minas escapam de efeitos negativos da pandemia

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Só no ano passado, setor de aluguel de máquinas cresceu 80%; no primeiro semestre de 2021, já registrou alta de 50% | Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

A pandemia não prejudicou as empresas de locação de equipamentos, máquinas e ferramentas para a construção civil, indústria e agronegócio. Pelo contrário. Segundo Allan Rodrigues, gerente-executivo do Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos, Máquinas, Ferramentas e Serviços Afins de Minas Gerais (Sindileq-MG),  só em 2020, o setor cresceu 80%.

“Em todo o País, o faturamento do segmento chegou a R$1 bilhão.O faturamento em Minas Gerais corresponde a 30% deste montante”, afirmou Rodrigues.

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O crescimento das reformas feitas pelas famílias em isolamento e empresas interessadas em se tornar mais competitivas aqueceu a construção civil no ano passado, justificando a expansão do desempenho das empresas de locação desse segmento.

Segundo Rodrigues, em toda Minas Gerais, existem 3.000 empresas do setor de locação de equipamentos. Cerca de 700 se localizam na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Com o aumento da demanda, as empresas do segmento de locação de equipamentos, ferramentas e serviços  também ampliaram os investimentos na compra de novos maquinários para atender às empresas não só da construção civil, mas também às indústrias e ao agronegócio.

“No começo, estávamos conseguindo atender ao crescimento da demanda. Mas com o tempo, os fornecedores começaram a ter dificuldades em entregar os novos maquinários dentro do prazo. Uma betoneira (máquina usada para misturar o cimento à argamassa), por exemplo, está demorando 120 dias para ser entregue”, afirmou. 

Rodrigues também apontou outro problema enfrentado pelo segmento. “Além da dificuldade  de se comprar novos maquinários, também faltam peças para reposição. Este problema mostra como a demanda está aquecida”, afirmou.

Otimismo

Como os setores atendidos pelo segmento de locação de equipamentos, máquinas e ferramentas continuam em crescimento, segundo o gerente-executivo do Sindileq, as empresas de locação cresceram cerca de 50% nos primeiros seis meses de 2021. 

“Acreditamos que, até o final de 2021, consigamos crescer entre 30% e 40%, ou seja, deveremos repetir o mesmo padrão do ano passado, ou avançar um pouco”, disse.

Parceria vai ajudar em formação de mão de obra

Para formar mão de obra especializada e tentar, desse modo, amenizar as dificuldades das empresas de locação em encontrar funcionários com o perfil necessário ao serviço por elas oferecido,  o Sindileq fez uma parceria com o  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). 

Segundo o gerente-executivo do Sindileq, Allan Rodrigues, a partir do primeiro semestre de 2022, o Senai deverá oferecer cursos técnicos voltados para atender às necessidades do segmento. 

“Temos atualmente, entre 15 mil e 17 mil funcionários. Em 2020, tivemos que contratar trabalhadores sem o perfil adequado, que  foram formados na própria empresa. Precisamos que parte  de nossos funcionários tenham conhecimentos técnicos de mecânica”, explicou.

Melhoria de gestão

Em outra frente, o Sindileq também tem como objetivo garantir aos empresários do setor o aprimoramento do conhecimento de estratégias de gestão para garantir o crescimento das empresas de locação. 

Para sanar essa dificuldade, o sindicato também formalizou uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas). 

Rodrigues lembrou que o segmento é relativamente novo, tendo começado a se desenvolver no País em 1950, o que traz algumas dificuldades para os empresários deste segmento. 

“Pelo menos 78% dos empresários de Minas que atuam nesse setor gerenciam empresas de  pequeno e médio porte. Dessa forma, queremos possibilitar, por meio de cursos, a melhoria das performances dessas empresas a fim de que o setor possa ter um crescimento ainda mais significativo”, afirmou. 

Outro problema enfrentado pelo segmento,  ainda conforme o gerente-executivo, é a não-classificação das empresas de locação de equipamentos e ferramentas e    serviços afins. “Ainda temos um grande caminho a trilhar para conseguir políticas públicas adequadas ao setor”,  informou.

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