Lucro líquido da Log cai em 2023 por reflexo da venda de ativos

Companhia possui nove projetos em andamento nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil

7 de fevereiro de 2024 às 6h00

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A empresa negociou 11 empreendimentos em quatro regiões do País em 2023 por R$ 1,2 bilhão | Crédito: Divulgação/Log

A Log Commercial Properties encerrou 2023 com um lucro líquido de R$ 195 milhões, uma queda de 51,3% em relação a 2022. A empresa diz que o resultado foi um reflexo sobretudo da venda de ativos. O Ebitda da companhia, referente ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 265,1 milhões, uma baixa de 47% em razão do mesmo motivo.

No ano passado, a Log, uma das maiores desenvolvedoras e locadoras de galpões logísticos do Brasil, negociou, por R$ 1,2 bilhão, 11 empreendimentos em quatro regiões do País. Foram vendidos 377 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), com uma margem bruta de 30% que, segundo o CFO da empresa mineira, André Vitória, trata-se de um percentual significativo. 

Na avaliação do executivo, esse desempenho mostra que a estratégia de reciclagem de portfólio como fonte de financiamento do desenvolvimento da Log está dando certo. É válido ressaltar que a comercialização de ativos tem como objetivo reduzir a alavancagem da empresa, de modo com que a estrutura de capital seja compatível com o plano de crescimento futuro da companhia. 

Com esse cenário, a empresa teve uma receita líquida de R$ 220,2 milhões em 2023, uma leve alta de 1,3% em comparação a 2022. Adicionalmente, a dívida líquida da companhia retraiu 44,1% e chegou ao patamar de R$ 495,6 milhões. Além disso, o resultado financeiro da Log no exercício passado foi de R$ 76,6 milhões, um aumento de 23,9% que Vitória explica ser fruto da diminuição das despesas financeiras pela queda do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Na seara dos bons resultados, o CFO também destaca que foram entregues 263 mil metros quadrados de ABL no último ano e aponta que a absorção bruta, ou seja, o total de área locada no período foi de 715 mil metros quadrados, o segundo maior volume da história da Log. Ele ainda realça que a taxa de vacância da empresa ficou estabilizada em 0,65%, sendo a menor do País, comparado à média nacional de 10%. E salienta que a empresa vai distribuir, no dia 21 deste mês, R$ 70 milhões em dividendos. 

Apesar de enfrentar desafios, a empresa concretizou o que previa para o ano

Segundo Vitória, em resumo, 2023 foi um ano positivo para a Log apesar de todas as dificuldades enfrentadas, especialmente, no primeiro semestre, com uma taxa de juros bastante elevada e restrições de crédito em virtude de uma série de eventos que abalaram o mercado financeiro. Ele recorda que a Selic esteve próxima de 14%, e o caso das Lojas Americanas, por exemplo, com um rombo bilionário nas finanças, resultou em limitação de financiamento por parte dos bancos.

“A Log conseguiu passar por isso de forma ilesa, ou seja, conseguimos manter a nossa estratégia, por meio de algumas alternativas, e foi um ano em que concluímos de forma bem satisfatória, conforme aquilo que prevíamos no início dele. Colocamos alguns desafios e chegamos lá”, disse.

Log projeta aumento líquido de 20% de ABL em 2024

Em outubro passado, a Log anunciou que investirá R$ 3,5 bilhões em novos ativos entre 2025 e 2028. Os empreendimentos serão construídos em 22 cidades, espalhadas por todas as regiões brasileiras. O plano se refere ao próximo ciclo de crescimento da empresa, o “LOG 2 milhões”, que representa a entrega de 2 milhões de metros quadrados de ABL, um aumento líquido de 70% no período. 

Antes disso, a companhia vai concluir o planejamento “Todos por 1.5”, iniciado em 2020, e que prevê a construção de 1,5 milhão de metros quadrados. Logo, o diretor de R.I da Log, Henrique Schuffner, destaca que a empresa deve encerrar 2024 com um crescimento líquido de 20% de ABL. 

No momento, a Log possui nove projetos em andamento no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do País, que juntos totalizam mais de 400 mil metros quadrados de ABL. Em Minas Gerais, além de ativos já existentes, por exemplo, em Contagem e Betim, a empresa está construindo um na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Embora não revele as praças dos demais empreendimentos, Vitória diz que o Estado é importante para a companhia e sempre estará no radar de novos investimentos.

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