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Meio ambiente no centro do debate da mineração

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Medidas adotadas pelas empresas e compromissos com os ODS por parte do setor da mineração no País foram lembrados em Congresso | Foto: Ricardo Teles

O que um mundo pós-pandemia reserva para o mercado de commodities minerais? Como ficará o setor em um cenário de recuperação econômica? De que forma as empresas da área têm alinhado as suas estratégias à sustentabilidade, mais precisamente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU)?

Essas foram umas das questões abordadas durante alguns dos painéis realizados ontem pela Exposibram 2020 – Expo & Congresso Brasileiro de Mineração. O evento termina hoje e, pela primeira vez, foi realizado de forma totalmente remota, a partir de Belém (PA).

A preservação do meio ambiente foi uma pauta recorrente nos debates, tanto no que diz respeito às ações das empresas como também no que se relaciona à demanda de mercado. Vice-presidente sênior da Moody’s, Barbara Mattos, que participou do painel “Economia Mineral, Mercado de Commodities Minerais e as Principais Tendências Atuais para a Mineração”, salientou, por exemplo, que o setor de veículos automobilísticos elétricos deve precisar cada vez mais de matéria-prima, principalmente as de origem metálica. “Tem um apelo mais ambiental. Adere muito bem às questões de carbono”, disse.

Mas esse não é o único segmento promissor, pelo contrário. Bárbara Mattos frisou ainda que outra demanda importante deverá vir da urbanização, o que também traz impactos positivos para o setor mineral. “A Ásia tem patamares bastante inferiores comparados ao resto do mundo. Então, é um fator positivo para os próximos anos”, afirmou.

Ainda falando sobre oportunidades, o vice-presidente  Latam de Pesquisa de Materiais Básicos da Goldman Sachs, Thiago Ojea, destacou a retomada de investimentos ligados a setores clássicos, como o agronegócio e a mineração. “Estamos vendo investimentos massivos em questões de infraestrutura, inclusive nos Estados Unidos. Lá, boa parte dos debates presidenciais foi sobre infraestrutura”, destacou.

De olho na sustentabilidade – Nesse cenário de boas perspectivas, inclusive no que diz respeito a produtos e serviços mais ligados à preservação do meio ambiente, grandes empresas participaram do painel “Construindo Pontes entre a Mineração e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”.

Inicialmente, o sócio-fundador da Gestão Origami e consultor sênior em desenvolvimento sustentável, Vicente Manzione, destacou dados importantes do “Atlas: Mapeando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na Mineração”.

O conteúdo ressalta, por exemplo, que das 169 metas ligadas aos ODS, 76 estão relacionadas à mineração (45%) e que medidas podem ser implantadas tanto no core business quanto em colaboração e influência.

No “Retorno sobre Investimento – ROI” há itens relevantes, como o crescimento de receita por conta dos novos clientes, dos produtos inovadores, de novos mercados, entre outros, além de redução de despesas e aumento do valor dos ativos.

O gerente de planejamento e avaliação de sustentabilidade da Vale, Fernando Otero, a gerente geral de sustentabilidade da Nexa Resources, Thais Laguardia, e o diretor de assuntos corporativos da Anglo American no Brasil, Ivan Filho, falaram sobre as ações das respectivas empresas de adequação aos ODS. Todos os três ressaltaram a relevância de observar esse aspecto.

“O grande desafio de fato é uma adoção genuína das métricas dos ODS. Corroborado com esse protagonismo que as empresas do setor privado têm que ter, é de fato não ser só uma relação temática, mas que as empresas, as áreas, principalmente as que não são de sustentabilidade, como operação, engenharia, TI, RH, suprimentos, incorporem essas métricas como indicadores de efetividade, de impacto nos seus projetos, nas suas iniciativas e até nos seus processos estabelecidos”, ressaltou Otero.

“Eu acho que, desde o momento que a gente coloca o pé no território onde a gente pensa em atuar, ou seja, desde o momento da sondagem, de início de projeto, a gente já tem que ter o gás e a gana de fazer uma relação com aquela comunidade em que a gente vai atuar, muito íntima. Tem que ser uma via de mão dupla. Somos parte do problema, mas também somos parte da solução”, frisou Thais Laguardia.

Filho, por sua vez, ressaltou a importância do propósito de pensar a mineração para melhorar a vida das pessoas, tendo em vista, inclusive, a inovação. “E o que é melhorar a vida das pessoas? São elas que têm que dizer”, pontuou. “Nesse sentido, nós criamos o Comitê de Convivência, onde os representantes da comunidade nós levamos para discutir os problemas”.

Professor da FDC, cofundador da Watu e coordenador da Rede Desafio 2030, Rafael Tello ressaltou a relevância de as empresas olharem para os ODS de uma forma estratégica, o que contribui inclusive para a competitividade delas. Ele lembrou que Minas Gerais, apesar de ser o terceiro Estado em termos econômicos, está em oitavo lugar no alcance dos ODS.

“É importante a gente entender o que a sociedade está demandando da gente e como a gente deve buscar atender a essas demandas. Essa é a única forma de a gente garantir que a coordenação de todas as ações das empresas, das organizações vai levar aos ODS”, ressaltou.

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