MGGrafeno quadruplica a produção

14 de agosto de 2021 às 0h24

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A primeira e única planta de produção de grafeno em Minas Gerais alcançou a marca de 1,25 tonelada∕ano de capacidade produtiva, a partir da otimização de processos. A melhoria permitiu quadruplicar a produção e reduzir em quatro vezes o tempo de conversão do grafite para grafeno, sem custo adicional. Trata-se de uma escala pré-industrial que, não fossem as restrições impostas pela pandemia de Covid-19, teria sido atingida ainda no ano passado.

Sob investimentos de R$ 50 milhões, o projeto MGGrafeno – iniciativa da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) – está sendo desenvolvido em três etapas. A primeira delas, chamada 1.0, contemplou o conhecimento de produção e caracterização dos produtos, bem como contratação e estruturação. A segunda, teve início em 2019, e está certificando e consolidando o portfólio, por meio de testes e frequentes otimizações.

A próxima etapa seria a industrialização, mas que será executada pelo parceiro privado, o qual estamos em processo de aproximação. Desejamos que seja uma empresa nacional e de grande porte. Já estamos em contato com alguns interessados por meio de um assessor financeiro e a meta é concluir o processo até o fim deste ano”, adianta o Gerente de Acompanhamento de Projetos Estratégicos da Codemge, Rodrigo Mesquita.

O chamamento público para investidores, assim como a modalidade de alienação, será anunciado até outubro deste ano. E para além da empresa que investirá na transferência de tecnologia, há outras dezenas de interessados na aplicação do grafeno e seus subprodutos. Siderurgia, aviação, têxtil, embalagens, baterias, revestimentos e lubrificantes são alguns dos exemplos.

“O leque de aplicação nos dá um sentimento que o setor vai decolar em breve. A indústria nacional e internacional de aplicações de grafeno já está abrindo mercado e tem gerado grande expectativa para a cadeia nos próximos anos”, diz.

Atualmente, são produzidos pelo MGGrafeno três produtos da família do grafeno. Um deles é o grafeno de poucas camadas, considerado o mais nobre. As aplicações estão em composições com polímeros, na fabricação de tintas, baterias, sensores, em segmentos da indústria eletrônica, entre outros.

As nanoplacas de grafeno entre cinco e dez camadas são usadas em projetos com fibras poliméricas, polímeros para embalagens e resinas epóxi. Já as nanoplacas de grafite têm uso na fabricação de tintas e revestimentos.

Avanços 

E não para por aí, segundo a Analista de Projetos e Coordenadora Técnica do MGGrafeno na Codemge, Valdirene Peressinotto, outros avanços já estão em curso e serão anunciados nos próximos meses. “Tudo isso é resultado do trabalho árduo de uma equipe que atua por aperfeiçoamentos nos processos de acabamento e separação de produto (grafeno, nanoplacas, nanografite)”, explica.

A expectativa é reduzir ainda mais o tempo de produção e obter grafeno em qualidades superiores às já produzidas. A demanda partiu da Codemge, com objetivo de atender a demanda de aumento da produtividade sem expansão da planta. Os testes começaram em junho, com redução do tempo de conversão em 50%. Em julho, em uma segunda campanha de ensaios, obteve-se a última diminuição, atingindo o tempo de conversão 4,8 vezes menor.

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