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MGGrafeno quadruplica a produção

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MGGrafeno quadruplica a produção

A primeira e única planta de produção de grafeno em Minas Gerais alcançou a marca de 1,25 tonelada∕ano de capacidade produtiva, a partir da otimização de processos. A melhoria permitiu quadruplicar a produção e reduzir em quatro vezes o tempo de conversão do grafite para grafeno, sem custo adicional. Trata-se de uma escala pré-industrial que, não fossem as restrições impostas pela pandemia de Covid-19, teria sido atingida ainda no ano passado.

Sob investimentos de R$ 50 milhões, o projeto MGGrafeno – iniciativa da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) – está sendo desenvolvido em três etapas. A primeira delas, chamada 1.0, contemplou o conhecimento de produção e caracterização dos produtos, bem como contratação e estruturação. A segunda, teve início em 2019, e está certificando e consolidando o portfólio, por meio de testes e frequentes otimizações.

A próxima etapa seria a industrialização, mas que será executada pelo parceiro privado, o qual estamos em processo de aproximação. Desejamos que seja uma empresa nacional e de grande porte. Já estamos em contato com alguns interessados por meio de um assessor financeiro e a meta é concluir o processo até o fim deste ano”, adianta o Gerente de Acompanhamento de Projetos Estratégicos da Codemge, Rodrigo Mesquita.

O chamamento público para investidores, assim como a modalidade de alienação, será anunciado até outubro deste ano. E para além da empresa que investirá na transferência de tecnologia, há outras dezenas de interessados na aplicação do grafeno e seus subprodutos. Siderurgia, aviação, têxtil, embalagens, baterias, revestimentos e lubrificantes são alguns dos exemplos.

“O leque de aplicação nos dá um sentimento que o setor vai decolar em breve. A indústria nacional e internacional de aplicações de grafeno já está abrindo mercado e tem gerado grande expectativa para a cadeia nos próximos anos”, diz.

Atualmente, são produzidos pelo MGGrafeno três produtos da família do grafeno. Um deles é o grafeno de poucas camadas, considerado o mais nobre. As aplicações estão em composições com polímeros, na fabricação de tintas, baterias, sensores, em segmentos da indústria eletrônica, entre outros.

As nanoplacas de grafeno entre cinco e dez camadas são usadas em projetos com fibras poliméricas, polímeros para embalagens e resinas epóxi. Já as nanoplacas de grafite têm uso na fabricação de tintas e revestimentos.

Avanços

E não para por aí, segundo a Analista de Projetos e Coordenadora Técnica do MGGrafeno na Codemge, Valdirene Peressinotto, outros avanços já estão em curso e serão anunciados nos próximos meses. “Tudo isso é resultado do trabalho árduo de uma equipe que atua por aperfeiçoamentos nos processos de acabamento e separação de produto (grafeno, nanoplacas, nanografite)”, explica.

A expectativa é reduzir ainda mais o tempo de produção e obter grafeno em qualidades superiores às já produzidas. A demanda partiu da Codemge, com objetivo de atender a demanda de aumento da produtividade sem expansão da planta. Os testes começaram em junho, com redução do tempo de conversão em 50%. Em julho, em uma segunda campanha de ensaios, obteve-se a última diminuição, atingindo o tempo de conversão 4,8 vezes menor.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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