MRS investirá R$ 9,6 bilhões em Minas Gerais, Rio e São Paulo

Renovação antecipada de concessão, aprovada pelo TCU, prevê aportes de R$ 800 milhões em Igarapé

2 de junho de 2022 às 0h30

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A MRS Logística planeja implantar quatro polos intermodais para ampliar e diversificar as cargas transportadas | Crédito: Divulgação

O plano de investimentos da MRS Logística para a renovação antecipada do contrato de concessão foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ontem. A renovação implica em investimentos de R$ 9,6 bilhões ao longo dos próximos anos nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Esse valor é composto pela outorga da nova concessão, que será convertida em investimentos (R$ 4,2 bilhões), somado a mais R$ 5,4 bilhões a serem investidos na ampliação de capacidade para atendimento ao crescimento previsto de demanda e aos novos parâmetros de desempenho. 

O plano contempla, entre outras iniciativas, a implantação de um ramal ferroviário e um terminal integrador em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). São investimentos de R$ 800 milhões, a serem feitos em dez anos, que deverão gerar 15 mil empregos e R$ 130 milhões em impostos, além da redução de gás carbônico emitido na atmosfera.

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O Tribunal de Contas da União é uma das últimas instâncias de análise do documento, que já havia sido aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e chancelado pelo Ministério da Infraestrutura (MInfra). Agora, a ANTT realiza uma revisão final do processo e, na sequência, a MRS estará apta a assinar o novo contrato de concessão, que vai de 2026 a 2056.  

“É um momento histórico para a MRS e para a logística nacional. As equipes da empresa se dedicaram e vêm se preparando, há muito tempo, para este momento. Construímos um robusto Plano de Investimentos, que vai contribuir de forma decisiva para a ampliação da participação da ferrovia na matriz logística brasileira. Com os investimentos previstos, vamos elevar ainda mais o nível da nossa excelência, entregando logística de 1º mundo para os nossos clientes e, por consequência, reduzindo o custo Brasil e garantindo toda a capacidade ferroviária necessária aos portos que acessamos”, afirmou o presidente da MRS Logística, Guilherme Segalla de Mello, em nota. 

A renovação da MRS significará diversificação ainda maior das cargas transportadas pelo modal ferroviário. Com a criação de quatro novos polos intermodais que interligarão a região Sudeste, via ferrovia (Mooca, Lapa, Queimados e Igarapé), a empresa pretende duplicar o volume de carga geral (produtos industrializados, construção civil, siderúrgicos, agrícolas, entre outros) e multiplicar por 7 vezes o volume transportado em contêineres. A soma dos investimentos obrigatórios às inversões correntes da companhia até 2056 pode chegar a R$ 31 bilhões. 

Entre 1997 e 2021, a companhia ampliou o volume transportado de 5 milhões para 51 milhões de toneladas. O próximo ciclo de investimentos, garantido com a renovação da concessão da MRS, vai permitir mais do que dobrar este volume, com estimativa de chegar a 109 milhões de toneladas em 2056, contribuindo para que o modal ferroviário dê um salto dos atuais 15% para cerca de 40% ao longo dos próximos anos. 

Outorga se torna investimento direto 

A modelagem das renovações das concessões ferroviárias permite que o valor da outorga possa ser investido diretamente em projetos e iniciativas aprovadas como políticas públicas para a infraestrutura do País. Dessa forma, obras essenciais como a segregação entre linhas para trens de carga e de passageiros na região metropolitana de São Paulo, a interligação da região Sudeste pela construção de quatro novos polos intermodais, além de várias obras para a mitigação de conflitos urbanos entre a ferrovia e os principais centros urbanos serão executados pela própria MRS. 

O plano da MRS foi construído em conjunto com o MInfra e a ANTT e é baseado em três pilares: expansão de capacidade e atendimento aos parâmetros de desempenho, investimentos estruturantes de interesse público e obras para minimizar os conflitos urbanos.

Contrato com a Usiminas 

A MRS Logística anunciou ao mercado nesta semana que fechou um contrato de R$ 409 milhões para prestação de serviços de transporte ferroviário de produtos siderúrgicos com a Usiminas. No comunicado divulgado à CVM, a companhia lembrou que a Usiminas detém participação de 11,1% na MRS Logística e que não houve participação dos conselheiros indicados pela siderúrgica no âmbito do processo decisório.

A MRS é hoje uma das principais empresas no atendimento ao segmento de siderurgia no País, tanto para a logística de abastecimento das usinas quanto nos fluxos de produtos acabados para os mercados interno e externo. É responsável pela operação de uma malha ferroviária de 1.643 quilômetros de extensão nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

A receita líquida da empresa em 2021 foi de R$4.427 milhões, com lucro líquido de R$700 milhões. Seus principais acionistas são a MBR (33%), CSN (19%), CSN Mineração (19%), Vale (11%), Usiminas (11%). 

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