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Nova Lima vai ganhar complexo da Bravo

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Com investimentos de R$ 25 bilhões, a Bravo Motors Company instalará uma planta em área na Lagoa dos Ingleses | Crédito: Divulgação

A oficialização da construção de um parque industrial de carros elétricos para o transporte público pela Bravo Motors Company, sob investimentos de R$ 25 bilhões, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), representa um marco histórico na transformação econômica não apenas da cidade e do Estado, mas também do País. Reunindo a fabricação de veículos e motores elétricos, células e packs de baterias, sistemas de armazenamento, dentre outros equipamentos utilizados no transporte compartilhado, o empreendimento será o primeiro do tipo na América Latina.

O início das obras está previsto para o quarto trimestre de 2021, enquanto a produção deve começar a partir do primeiro trimestre de 2023. A instalação do Parque Industrial Colossus Cluster ocorrerá no chamado Vetor Sul da capital mineira, em Nova Lima, às margens da BR-040, uma das principais rodovias do País, em uma área dentro do Masterplan do Projeto CSul Lagoa dos Ingleses.

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A previsão é da geração de mais de 10 mil empregos diretos, número que, na avaliação do prefeito de Nova Lima, João Marcelo Dieguez (Cidadania), se multiplica ao avaliar os postos indiretos e toda a cadeia de desenvolvimento que a chegada da empresa vai promover na região.

“É o início de uma nova era para o municípios e toda a RMBH. Em mais de 320 anos, hoje será marcado como o dia em que Nova Lima se inseriu na vanguarda da inovação mundial. Teremos a primeira fábrica de carros elétricos da América Latina instalada na nossa cidade. As condições oferecidas foram determinantes na escolha pelo município. Além de todo ambiente favorável ao negócio, contou a política de doação da área e as próprias características da cidade, incluindo toda a infraestrutura oferecida a quem vai viver na região”, destacou.

Na oportunidade, o prefeito também assinou o Decreto Municipal de Liberdade Econômica, permitindo que o município passe a estar em consonância com a iniciativa do Governo do Estado de redução da burocracia e entraves para a criação e desenvolvimento de empreendimentos.

A norma visa garantir aos empreendedores locais a simplificação do exercício de qualquer atividade econômica, assim como já ocorre em outros municípios, independentemente de autorização de órgãos públicos, com exceção dos casos previstos em lei. No total, mais de 642 atividades econômicas se enquadram no quesito.

De maneira complementar, o CEO da Bravo Motor Company Brasil, Eduardo Javier Muñoz, voltou a dizer que a escolha por investir em Minas Gerais tem estreita relação com o posicionamento do Estado como polo de atração de investimentos, inovação e tecnologia. Segundo ele, em Minas a empresa encontrou um ecossistema propositivo e de muita ajuda, fatores que facilitaram os processos.

“O Brasil naturalmente, pelo tamanho do mercado, já era almejado por nossas empresas na América Latina, e Minas se destacou por motivos como a própria cadeia automotiva que abriga. Nova Lima, por sua vez, contribuiu com fatores. Uma prefeitura moderna e jovem, com certeza foi um deles, pois nossa área de atuação precisa de inovação. Já temos as próprias dificuldades da atividade e do mercado, não podemos ter outros obstáculos, por isso, buscamos parceiros que compartilhem de nossa missão e do sonho de construir uma sociedade moderna e mais justa”, explicou.

No fim do ano passado, o DIÁRIO DO COMÉRCIO antecipou o projeto, que nasce a partir de um grupo de empresas do Vale do Silício e, inicialmente, seria instalado no aeroporto industrial localizado em Confins, na RMBH. Porém, a não apropriação do terreno onde o cluster seria instalado pelos investidores tornou-se um empecilho para a concretização do negócio.

Na ocasião, Muñoz contou também que além das empresas do Vale do Silício, o empreendimento também contará com sócios locais. É que a intenção, de acordo com ele, é criar um ecossistema para desenvolvimento da indústria 4.0. Já o acordo firmado em março último com o governo do Estado estima a produção para 2024 de 22.790 unidades de veículos e 43.750 de unidades de packs de baterias.

Na época, Muñoz contou que a estratégia inicial era abrir três fábricas no Brasil. Uma em Minas, outra no Sul e outra no Norte. Em dezembro, na primeira visita, porém, o grupo optou por se concentrar em Minas Gerais. Agora o executivo voltou a falar da importância da transformação do parque industrial nacional.

“É importante para o Brasil que se inicie a indústria 4.0 e se mude a forma como se transporta mercadorias e pessoas. A descarbonização é, para nós, uma missão clara. Não é uma tarefa simples e os veículos necessários para cumprir essa missão não existiam. Agora já são uma realidade. Mas, para isso, será necessário mudar o modelo de negócio de uma indústria centenária”, ressaltou.

Também participaram da solenidade realizada na Fundação Dom Cabral (FDC), no Alphaville Lagoa dos Ingleses, o vice-governador Paulo Brant, o secretário de Desenvolvimento, Fernando Passalio, o diretor-presidente da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior do Estado (Indi), João Paulo Braga, os deputados estadual Antônio Carlos Arantes (PSDB) e Fred Costa (Patriota) e o presidente-executivo da FDC, Antônio Batista Júnior.

Perfil do Estado – Para o vice-governador Paulo Brant, a Bravo Motors Company representa e personifica o futuro: uma economia baseada na ciência, na tecnologia, na inovação, na sustentabilidade e na cooperação. E a escolha por Minas Gerais passou pelo perfil do Estado, também dentro deste escopo e do chamado soft power.

“Vamos entrar numa era em que vai prevalecer o poder suave, caracterizado pelas pessoas, pela cultura, pelo conhecimento e pela cooperação e isso Minas Gerais tem de sobra. Talvez o maior tesouro desta nova economia que está começando a surgir. A ciência e a tecnologia são importantes, mas para que se transformem em inovação, é preciso que empreendedores, lideranças e instituições abram espaço para ela acontecer. E foi o que Nova Lima fez”, ressaltou.

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