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Pandemia muda perfil de demanda por imóveis na Capital

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Com Covid-19 e o home office, pessoas vêm se sentindo mais estimuladas a se afastarem do Centro, buscando o aluguel de casas | Crédito: Divulgação

Os novos hábitos por conta da pandemia de Covid-19, como a adoção do trabalho em ambiente home office, vêm provocando mudanças nas características dos imóveis procurados em Belo Horizonte. A demanda pela região Centro-Sul, por exemplo, vem apresentando retração neste ano. Os dados são de uma pesquisa realizada pela DataZAP+, área de inteligência de dados imobiliários do site OLX Brasil. 

O estudo usou como critério o share leades – contatos virtuais para negócio, tanto de quem procura quanto para quem oferece. O comparativo do período de março/2020 a março/2021 revelou algumas tendências.

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O Buritis continua a ser a região mais procurada para a locação e que tem maior oferta de imóveis. Em 2020, apresentou um crescimento de 6,93%, e, um ano depois, de 10,04%, seguido pelo Sagrada Família (aumento de 2,34% para 3,56%) e Lourdes (3,85% para 4,27%). Bairros que apresentaram diminuição na procura/oferta foram a Savassi, com queda de 0,21%, e o Centro (-2,27%).

A vice-presidente de administradoras de imóveis da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI-Secovi/MG), Flávia Vieira, confirma que há muito o Buritis se destaca na locação de imóveis. O bairro possui infraestrutura completa de comércio, serviços e até uma universidade. Além disso, os imóveis são novos, de bom tamanho e excelente qualidade, mas o que desperta a alta procura é o preço do aluguel. “A média do aluguel de um apartamento de três quartos, suíte e área de lazer no Buritis costuma ser 30% a 40% mais barato do que um similar na região Centro-Sul. Isso é muito atrativo”, avalia.

Antes da pandemia, houve um momento de grande busca por imóveis no centro de BH, com acesso facilitado por transporte público dos ônibus e metrô e pela febre inicial dos aplicativos de transporte. “Mas observo que, com a pandemia e o home office, as pessoas se sentiram mais estimuladas a se afastarem do Centro, buscando o aluguel de casas, ainda comuns em muitos bairros próximos da região central”, disse.       

Mas como tendência de locação nos últimos anos, Flávia destaca a busca por moradias mais espaçosas. “É interessante. No final da década de 1990, explodiu a busca por apartamentos de dois quartos, o modelo da quitinete nunca emplacou em BH. Mas, há alguns anos, as construtoras têm investido nas unidades com três quartos. Recentemente, a procura aumentou para alugar imóveis que tenham um espaço maior para lavanderia. Creio que seja uma tendência por privacidade”.

Vendas avançam no Buritis

No quesito vendas, o estudo da DataZap+ aponta um crescimento de share leads no Buritis (7,06% para 10,99%), Sagrada Família (3,42% para 3,94%) e Castelo (3,91% para 4,22%). Com diminuição, o bairro de Lourdes (-1,22%), Savassi (-0,81%) e Gutierrez (-0,40%). No entanto, o estudo não especifica se a procura se refere a imóveis novos ou usados.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) realiza uma pesquisa mensal e censitária sobre a oferta de imóvel, dividindo a cidade pelas nove regionais administrativas da PBH. No entanto, trata apenas da venda de imóveis novos. Neste aspecto, três regiões sempre se destacam no volume de lançamento e de vendas imobiliárias: Centro-Sul, no limite da avenida do Contorno até o Belvedere; Pampulha, abarcando Castelo e Santa Amélia; e Oeste, onde fica o Buritis.

Segundo o vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michael, durante a pandemia houve aquecimento no mercado imobiliário de Belo Horizonte, causado principalmente por três fatores. Um deles, as pessoas tiveram que passar mais tempo em casa, estudando e trabalhando, o que levou a ressignificar o valor do imóvel.

“O sonho da casa própria sempre foi importante para a família brasileira. Alguns adquiriram seu primeiro imóvel, outros um apartamento melhor, afinal passam, agora, a maior parte do tempo neles. Houve muita procura por coberturas e apartamentos com área privativa”, revelou.

Outro fator foi a condição de financiamento, que nunca esteve tão atraente no País – chegou a 2% e agora em 3,5% da Selic, que ainda continua baixa em relação a anos anteriores. Por fim, a rápida adaptação das vendas de imóveis às plataformas digitais, com visitas virtuais, fechamento de contrato e serviço de cartório pela internet. “Estamos batendo recordes sucessivos de venda por esses três fatores”.  

Flávia destaca que imóveis na região Centro-sul sempre terão grande procura por conta da localização e infraestrutura, que só não é mais aquecida “pela dificuldade de aprovação de projetos e da oferta de terrenos”. Isso não ocorre na Pampulha e na região Oeste, onde está o Buritis. “Na Pampulha, por exemplo, onde os terrenos são maiores, é a região ideal para projetos habitacionais do Minha casa, minha vida (atual Casa Verde Amarela)”.

No entanto, a pesquisa da DataZAP+ não abarca a região conurbada além do Belvedere (Vila da Serra e Vale do Sereno), em Nova Lima, onde a indústria da construção civil está em franca expansão, conforme a pesquisa mensal do Sinduscon, com a construção e vendas de apartamentos de luxo para famílias de alta renda, nas faixas de até R$ 2 milhões e acima deste valor.

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