“É o Plano Safra da indústria”, diz Fiesp

Rocha disse que a nova política industrial precisa ter temas como regras de conteúdo local “construídas em sinergia com o setor privado”

22 de janeiro de 2024 às 23h07

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Crédito: Adobe Stock

São Paulo – A política industrial lançada pelo governo federal ontem tem potencial de incentivar o desenvolvimento do setor assim como o Plano Safra tem impulsionado o agronegócio do País ao longo dos últimos anos, disse o economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Igor Rocha.

O governo anunciou durante a manhã um plano de desenvolvimento para a indústria até 2033 e previu, entre os instrumentos para estimular o setor, R$ 300 bilhões em linhas de crédito, subsídios a empresas e exigências de conteúdo local nos produtos. “O grande mérito do plano que foi apresentado é colocar de forma muito clara a indústria da transformação como vela propulsora do desenvolvimento”, disse Rocha.

O plano chega para tentar conter um movimento de queda da participação da indústria da transformação no PIB, que já chegou a mais de 20% nas décadas de 1970 e 1980 e atualmente é de cerca de 13%, segundo dados de Rocha. “Olhando para essa experiência do Plano Safra no agro, o Plano Mais Produção tem condição de ser o Plano Safra da Indústria”, analisou Rocha, citando o pilar da política que engloba mecanismos para o financiamento do setor industrial de forma contínua nos próximos três anos.

“O Plano Safra não é uma medida apenas, são várias medidas que formam um ecossistema de ações. O Plano Mais Produção procura trazer uma isonomia com outros setores”, disse o economista. “Ninguém pode ser contra inovação, descarbonização e produtividade”, afirmou.

Dos R$ 300 bilhões do Mais Produção até 2026, R$ 106 bilhões já foram anunciados em julho do ano passado, segundo afirmou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mais cedo.

Questionado sobre temas recorrentes da indústria da transformação como proteção comercial e simplificação tributária, Rocha disse que a política industrial apresentada ontem trata de questões estruturais, mas precisa ter temas como regras de conteúdo local “construídas em sinergia com o setor privado” nos próximos meses.

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