Projeto de terras-raras em Poços de Caldas ganha reforço no caixa

Empresa finalizou a venda de projeto no MT e vai usar recurso no investimento em terras-raras em Minas Gerais

9 de novembro de 2023 às 0h22

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Em agosto deste ano, foi assinado protocolo de intenções da Meteoric e teve a presença de Romeu Zema, em Poços de Caldas | Crédito: Cristiano Machado/Imprensa MG

A empresa australiana Meteoric Resources NL concluiu a venda do projeto de ouro Juruena, localizado no estado do Mato Grosso, para a Keystone Resources, que rendeu US$ 17,5 milhões. O recurso será usado no projeto de terras-raras Caldeira, em Poços de Caldas, no Sul de Minas, com início da produção prevista para 2027.

O diretor-executivo da Meteoric, Marcelo de Carvalho, diz que, com o capital da transação, a empresa “tem mais caixa para investir em exploração”, o que vai acontecer paralelamente aos serviços de engenharia e de licenciamento ambiental, sem impacto no cronograma.

A companhia vai investir em torno de R$ 1 bilhão durante os próximos três anos no Estado. Foi em agosto deste ano que aconteceu a assinatura do protocolo de intenções, que contou com a presença do governador Romeu Zema (Novo), em Poços de Caldas.

O projeto contempla, conforme informações da empresa, 51 processos minerários e a companhia deve iniciar a extração de argila iônica em 2027. “É um projeto estratégico e está sendo tratado de forma estratégica, tanto pela empresa quanto para todos os níveis de governo”, frisa Carvalho.

O executivo da Meteoric conta que, atualmente, várias ações estão sendo desenvolvidas pela companhia, entre elas, estudos de engenharia, de viabilidade econômica, além do processo de levantamento de dados ambientais para o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima). Além disso, estão sendo realizadas sondagens de exploração em áreas que ainda não tinham sido contempladas.

Minerais

As terras-raras são compostos minerais extraídos em lugares específicos do planeta e que são utilizados por várias indústrias, em especial, na produção de energia renovável (turbinas eólicas e células fotovoltaicas), cabos, ímãs, baterias, entre outros produtos e equipamentos.

Atualmente, a China concentra aproximadamente 90% da produção mundial de terras-raras. Os elementos de terras-raras são ingredientes essenciais para o aumento da eletrificação da sociedade, com destaque para atingir as metas de dióxido de carbono atmosférico estabelecidas no acordo climático de Paris de 2015.

Conforme informações do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), uma das unidades de pesquisa do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações (MCTI), o Brasil detém 16% das reservas mundiais de terras-raras, mas não produz esses elementos.

Os estudos sobre a qualidade e a quantidade das reservas na região de Poços de Caldas são feitos há 12 anos pela Togni, que apontaram que o material possui um alto potencial mercadológico.

Para Carvalho, o projeto da empresa no Sul de Minas vai impactar de forma relevante a capacidade do Brasil de produzir terras-raras, colocando o País numa posição estratégica na transição energética mundial.

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