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Projeto vai buscar diversificação para os municípios mineradores

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Itabira será palco do projeto-piloto do Sebrae Minas para municípios mineradores | Crédito: Divulgação
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Berço da mineração de Minas Gerais, Itabira, na região Central do Estado, foi lançada oficialmente como cidade-piloto para o desenvolvimento e aplicação do Projeto de Reconversão Produtiva em Territórios Minerados, criado pelo Sebrae Minas para apoiar os municípios que têm suas economias fortemente ancoradas na mineração a identificarem novas possibilidades de sustentação econômica e desenvolvimento local. 

O projeto é resultado da parceria entre Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais (Sede), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig) e propõe uma discussão para o futuro do Estado acerca das possibilidades de sobrevivência econômica para além da mineração – carro-chefe da economia mineira.

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A escolha por Itabira, conforme o vice-presidente da Fiemg e integrante do comitê institucional do projeto, Teodomiro Diniz, ocorreu pela importância histórica da cidade na extração de minério de ferro no Estado – primeiro canteiro de obras da mineradora Vale em Minas. “E por tantos trabalhos já desenvolvidos no passado em busca de uma alternativa ao desenvolvimento que, no entanto, não se prosseguiram e ainda há a dependência ao setor. Não é de hoje que se fala na exaustão mineral na região e, a partir de agora, é fundamental que a cidade aja para que as ações se efetivem”, declarou.

O prefeito Marco Antônio Lage (PSB) acrescentou que o município, após  ter contribuído por oito décadas com a economia mineira e brasileira a partir da alta escala de exploração do minério de ferro pela Vale, precisa, nos próximos dez anos, trabalhar fortemente em busca da diversificação econômica e de alternativas viáveis. O próprio diagnóstico que integra o Projeto de Reconversão Produtiva identificou que entre as atividades vocacionais da região estariam as indústrias de tecidos, produtos químicos, máquinas e equipamentos, além de água, esgoto, gestão de resíduos e telecomunicações.

“As bases já estão sendo discutidas, os potenciais de diversificação econômica levantados e esse processo a partir de agora precisa ser definitivo. Por isso, a prefeitura, a Vale e toda sociedade civil e organizada, bem como as instituições, são importantes neste processo. O objetivo é que Itabira se torne um case, um exemplo de como migrar de uma economia exclusiva de mineração para uma diversificada, garantindo a sustentabilidade social, econômica e cultural da população. Nosso futuro está em jogo. É preciso estruturar e trabalhar na construção de um cronograma de incentivo e estímulo às novas fontes de receitas”, afirmou.

Representando a Vale, o gerente de relações institucionais e governamentais da companhia, Gustavo Biscassi, falou sobre a responsabilidade da mineradora neste processo. Ele disse que a Vale entende seu papel no projeto, mas avalia também que não é exclusividade da empresa e que não vai ter protagonismo nessa condução. Disse que a empresa apoia a iniciativa, mas entende que as decisões serão coletivas.

“Parte deste projeto vai avaliar as vocações e outras atividades que Itabira e região podem se tornar polo para Minas Gerais e para o Brasil. Itabira é uma cidade muito bem posicionada, com infraestrutura completa, e podem existir muitas alternativas”, argumentou.

A escolha por Itabira para iniciativa ocorreu pela importância histórica da cidade na extração de minério de ferro no Estado | Crédito: Alair Vieira

Iniciativa tem compromisso com Pacto Global da ONU

O funcionário de carreira do Sebrae Anderson Cabido apresentou o escopo do Projeto de Reconversão Produtiva em Territórios Minerados, que conta com um diagnóstico de reconversão produtiva feito pelo Comitê de Inteligência, e ressaltou o grande compromisso da iniciativa com o Pacto Global da ONU, a agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Um processo de transformação da economia não acontece no curto prazo. As transformações ocorrem pouco a pouco, a cada dia, mas a grande mudança leva tempo”, ponderou.

Cabido destacou também que o projeto vai ajudar a construir a estratégia da cidade, mas, para isso, é necessário que sejam estabelecidas as vocações econômicas que serão desenvolvidas ao longo dos próximos anos. “A partir dessa definição, vai ser construída uma agenda estratégica, um plano de longo prazo, um fórum de lideranças que vai garantir a sustentabilidade do plano ao longo do tempo e o compromisso das instituições de agir de forma articulada no território”, completou.

Assim, a partir de dados demográficos, sociais, econômicos, empresariais, infraestruturais, de gestão pública e outros, o Comitê de Inteligência do projeto desenvolveu o diagnóstico da cidade, com informações não apenas da dependência acerca da cadeia produtiva da mineração, mas também das vocações identificadas na região.

Denominada como território Rio Doce, a região de Itabira tem então: população de 396,2 mil habitantes, Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 17,4 bilhões e potencial de consumo de R$ 8,55 bilhões. O território possui 156 empresas ligadas à indústria extrativa mineral, sendo quatro empresas de grande porte.

Além disso, são 9.284 empregos formais ligados ao setor, o que equivale a 11% do emprego total do território. Já entre as atividades que se destacam no município para além do minério de ferro estão: tecidos, produtos químicos, máquinas e equipamentos, água, esgoto, reciclagem e gestão de resíduos e telecomunicações.

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