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Prussia Bier cresce e já planeja expansão

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Cervejaria mineira estima crescimento de 37% neste ano | Crédito: Leonardo Caires / Prussia

Após um 2020 turbulento não apenas pelas intempéries causadas pela pandemia de Covid-19, mas também pelo caso de intoxicação da cerveja Backer, que abalou todo o setor, e o período chuvoso, que causou sérios prejuízos a diversos setores no Estado, a cervejaria mineira Prussia Bier, com fábrica em São Gonçalo do Rio Abaixo, na região Central de Minas Gerais, vem se recuperando mês a mês. O atual exercício já promete crescimento de 37% sobre o ano anterior e uma nova expansão já está no radar da empresa.

Quem conta é o diretor-executivo da cervejaria, Fernando Cota. Segundo ele, ainda em 2019, a Prussia havia realizado um investimento de R$ 1 milhão em  uma linha completa de máquinas com envasadora automática de latas e de garrafas e pasteurizadora, o que culminou em um aumento robusto da capacidade fabril instalada.

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“Mesmo com a chegada da pandemia logo em seguida do início das operações, o investimento foi importante, uma vez que mesmo com a redução da demanda por itens da cadeia fria (para bares e restaurantes) intensificamos a estratégia de e-commerce e fortalecemos a cadeia quente (supermercados, empórios)”, recorda.

Tanto é que, agora em 2021, com a retomada de bares e restaurantes e as vendas para estes estabelecimentos, a capacidade produtiva que havia saltado de 10 mil garrafas/mês para 84 mil garrafas/mês está em 50%. E a perspectiva é que atinja o limite nos próximos meses.

Por isso, a empresa já estrutura um novo investimento. Desta vez, conforme Cota, vislumbrando a sustentação da operação por uma década. “Em 2022 vamos continuar crescendo, mas em ritmo menor. Enquanto isso, vamos preparando um investimento robusto para ser operacionalizado em 2023. Um crescimento mais planejado, inclusive físico. Vai ser um galpão maior com estrutura para crescimento por uma década”, afirma sem revelar detalhes.

Até lá, a Prussia segue se beneficiando das mudanças nos hábitos do consumidor. É que também antes do início da pandemia, a cervejaria havia estruturado seu e-commerce que hoje é o principal canal de vendas dos seus nove diferentes estilos de cerveja.

“Nosso e-commerce já estava sendo desenvolvido antes da pandemia. Foi estruturado no ano passado com o fechamento de bares e restaurantes e continua sendo fortalecido neste exercício, mesmo com o retorno das atividades presenciais. Os hábitos de consumo mudaram e essa mudança veio para ficar“, aposta.

Burocracia é um obstáculo

Por fim, o empresário ressalta que tanto a Prussia quanto o mercado cervejeiro artesanal ainda possuem muito espaço para crescer. Porém, ele pondera que as microcervejarias ainda esbarram em alguns entraves burocráticos que poderiam ser sanados a partir de um alinhamento tributário.

“Temos algumas equivalências tributária, fiscal e ambiental com grandes empresas e isso impede nosso crescimento, impede que possamos investir ainda mais. Há uma inércia por parte do Estado de se posicionar neste assunto e isso nos preocupa”, finaliza.

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