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Quanto vale cada medalha para o atleta brasileiro nas Olimpíadas de Tóquio 2020?

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Rayssa Leal
Rayssa Leal, a Fadinha, faturou a medalha de prata no skate street em Tóquio 2020 | Crédito: Wander Roberto / COB
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Quanto custa ser atleta profissional no Brasil? Uma pergunta difícil de responder, segundo o Conselho Federal de Educação Física (Confef), porque depende da modalidade esportiva, dos materiais utilizados, além dos campeonatos que devem ser disputados até as classificatórias para as Olimpíadas. E quanto valem as medalhas? É possível responder.

No Brasil, o responsável por coordenar as equipes que representarão o país é o Comitê Olímpico do Brasil (COB). Neste ano, o Comitê investiu R$ 388.482.667,05, o que representa cerca de 20% a mais do que em 2020.

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Desse montante, 87% foram destinados exclusivamente para ações esportivas, o que representa uma porcentagem recorde para a atividade fim da entidade. Para este ano, ainda, o COB prevê uma arrecadação das Loterias Caixa de R$ 301.155.986,16.

O restante orçado virá do contingenciamento e de recursos próprios do COB, fruto da redução de despesas nos últimos anos.

Além dessa ajuda, as categorias de base também são estimuladas. Neste ano, apenas no primeiro semestre, o COB investiu cerca de R$ 12 milhões na categoria em diversas modalidades. A entidade explica que o recurso é investido em várias bolsas de estudos de clubes que apostam no potencial dos jovens atletas e ajudam a desenvolver esportistas de alta performance para que, no futuro, possam representar o Brasil em uma Olimpíada.

Para a educadora física e conselheira do Conselho Regional Educação Física de Minas Gerais (CRF6/MG), Kátia Lúcia Moreira Lemos, no Brasil, a maioria dos atletas de alta performance têm boa estrutura para os treinamentos. “Grande parte das Federações e Clubes oferecem estrutura completa para os atletas, principalmente, naqueles grupos que precisam coletar novos esportistas para a modalidade, o que é ótimo. Há alguns anos, o COB também está incentivando os atletas, mas os investimentos são poucos e por um período muito pequeno”, explica. 

Ainda de acordo com a conselheira Kátia Lemos, a grande dificuldade dos atletas é conciliar trabalho com treinamentos. “É muito difícil para quem não tem patrocínio. Precisar dividir a preparação esportiva e o trabalho para o sustento ou compra de equipamento é sofredor”, complementa.

Lemos acredita que parcerias público-privada (PPPs) como as que ocorrem nos Estados Unidos e na Europa melhorariam ainda mais as condições dos atletas brasileiros. “Nossos atletas já melhoraram muito e acredito que se tivéssemos mais parcerias privadas ajudaria a alavancar muito mais atletas que precisam desse apoio financeiro”, opina.

Performance na Olimpíada de Tóquio 2020

Essa Olimpíada de Tóquio 2020 será marcada por muitas lesões e desempenhos não tão favoráveis quanto imaginava, avalia a conselheira do CRF6/MG, Kátia Lúcia Moreira Lemos. A pandemia da Covid-19 é o principal fator comprometedor do desempenho dos competidores mundiais.

“Todos foram privados de treinos adequados. Passaram cerca de um ano e meio se preparando em condições mínimas para atletas de alto desempenho e, por isso, essa será a Olimpíada das lesões, das depressões e dos excessos de ansiedade vividos por muitos atletas antes, durante e depois desse período de jogos”, avalia.

A educadora física Kátia Lemos reforça que os atletas devem se esforçar para terem um período de descanso ao retornarem para os países de origem. “Ao voltarem eles precisarão de um tempo para descanso e, até mesmo, para reestruturar o planejamento para 2024, que está próximo. E aí sim, que seja tudo bem melhor”, acrescenta. 

Considerada uma das maiores patrocinadoras do Brasil, a TIM “a patrocinadora oficial” é uma das apoiadoras do COB e do Time Brasil. A empresa de telefonia está presente desde a preparação até a participação dos 305 atletas que estão nos jogos de Tóquio 2021.

“Estamos muito orgulhosos de nos juntar ao Time Brasil, que reflete, em diferentes aspectos, os valores da nossa marca: coragem, respeito e liberdade. A iniciativa de patrocinar um time nacional de atletas de diversas modalidades e diferentes perfis, em uma competição mundial, mostra nosso compromisso em valorizar o esporte nacional e a grande torcida do Brasil. Além disso, patrocinamos também os quatro maiores clubes de futebol do Rio de Janeiro (Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense) em projetos culturais e esportivos até 2022”, conta a diretora de Advertising e Branding da TIM, Ana Paula Castello Branco.

Ana Paula Castello Branco, diretora de Advertising e Branding da TIM | Crédito: TIM Brasil

Quanto valem as medalhas?

A medalha é o símbolo de todo esforço feito pelo atleta durante todo o período de treinamento e conquistas de campeonatos. Para incentivar os esportistas, o Time Brasil, ligado ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), definiu que os medalhistas nos Jogos Olímpicos de Tóquio serão premiados para além dos pódios. 

  • Ouro em modalidades individuais – R$ 250 mil
  • Prata em modalidades individuais – R$ 150 mil
  • Bronze em modalidades individuais – R$ 100 mil
  • Ouro em equipes de até seis atletas – R$ 500 mil para divisão entre campeões
  • Prata em equipes de até seis atletas – R$ 300 mil para divisão entre campeões
  • Bronze em equipes de até seis atletas – R$ 200 mil para divisão entre campeões
  • Ouro para atletas em modalidades coletivas – R$ 750 mil para divisão entre campeões
  • Prata para atletas em modalidades coletivas – R$ 450 mil para divisão entre campeões
  • Bronze para atletas em modalidades coletivas – R$ 300 mil para divisão entre campeões.

Conforme informações do COB, atletas com medalhas em mais de uma prova acumulam premiação, recebendo por cada conquista. O incentivo é válido também para os Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim 2022.

Até o momento, no quadro de medalhas, o Brasil ocupa o 26° lugar com duas medalhas de prata e uma de bronze. A última conquista foi no skate na modalidade Street, com a “Fadinha”, Rayssa Leal. 

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