Retomada do MCMV estimula construção

Expectativa é que a retomada do programa do governo federal impulsione o setor da construção civil em Minas Gerais

15 de abril de 2023 às 0h29

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Governo Lula promete a entrega de 2 milhões de unidades até o fim de 2026 | Foto: Alberto Coutinho/Secom

O setor de construção civil em Minas Gerais está otimista quanto à retomada do programa habitacional do governo federal, Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A expectativa é de que o MCMV possa ajudar a impulsionar o setor em 2023. É o que afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Renato Michel.

O governo federal publicou, na ultima quinta-feira (13), os detalhes do programa Minha Casa, Minha Vida com as faixas de renda e valores. A primeira faixa será de até R$ 170 mil para novos imóveis em áreas urbanas e locação social, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial ou do Fundo de Desenvolvimento Social; a segunda terá um limite de até R$ 75 mil para novos imóveis em áreas rurais, com recursos da União; e a terceira, de R$ 40 mil, será para melhoria habitacional em áreas rurais, com recursos da União.

Michel destaca que a habitação de interesse social é um segmento muito importante para o mercado de construção civil e lembra que, em um determinado momento, o programa habitacional MCMV chegou a ser responsável por 50% dos lançamentos de imóveis no Brasil. “De cada mil unidades que você lançava, 500 eram do Minha Casa, Minha Vida”, relatou. Porém, esse número foi reduzido para algo em torno de 30% nos últimos anos.

O presidente do Sinduscon-MG reforça que o setor está com muitas expectativas para essa retomada, mas aponta que ainda falta o governo apresentar as regulamentações relacionadas às áreas dos apartamentos, tamanho de condomínios, dentre outras informações que ainda não foram liberadas. “Mas o mercado já está animado com a perspectiva do retorno desse tipo de produto”, afirmou.

Déficit habitacional

Ele também lembrou da importância de o governo federal olhar com bons olhos para o segmento de habitação de interesse social que, por falta de recursos, ficou paralisado nos últimos anos e que é tão importante para o desenvolvimento da construção civil nesse momento. “Lembrando que a maior parte desse déficit habitacional no Brasil, entre sete e oito milhões de unidades, está concentrada nessa faixa de renda”, destacou.

Na visão de Michael, o projeto do Minha Casa, Minha Vida está muito bem pensado. Para ele, essa terceira fase do programa incorpora todas as lições aprendidas ao longo dos anos, levando em conta o que deu certo e o que deu errado nas fases anteriores. “Ele já traz em seu DNA uma série de coisas que a gente concorda e que são reflexo desse aprendizado”, afirma.

Um dos pontos positivos do programa do governo federal, segundo o presidente do Sinduscon-MG, foi a busca por trazer os moradores para as áreas mais centrais, com mais infraestrutura e mobilidade, além de trabalhar com condomínios menores. “Acho que ele vem em uma forma melhor, por exemplo, dando mais valor para imóveis localizados em áreas urbanizadas, no passado construiu-se muito nas periferias”.

Michel ainda disse que fazer habitações de interesse social é um desafio muito grande e que o Minha Casa Minha Vida teve muitos acertos e também algumas coisas que deveriam ser melhoradas, mas que essas melhorias serão incorporadas pelo governo nessa nova fase do programa.

Obras do Minha Casa, Minha Vida

O presidente do Sinduscon-MG lembra que, antes do anúncio desta quinta-feira (13), o governo já havia anunciado um teto de R$ 140 mil no valor dos imóveis para a retomada das obras que estavam paralisadas.

Essas obras representavam um grande problema enfrentado pelo setor, já que elas representavam recursos, não só financeiros como também materiais, que já foram investidos pelas empresas, além de significar um desperdício dos recursos do contribuinte. “Então, o que está acontecendo, neste primeiro momento, é essa retomada de obras, que é algo mais rápido porque são obras que você já tinha o terreno, já tinha o projeto, já estavam aprovadas e muitas delas em fases mais avançadas”, relatou.

Já sobre os novos projetos, Michel explicou que eles ainda dependem da entrega de todas as regras do programa para que possam ser iniciados. Ele conta ainda que o ministro das Cidades, Jader Filho, prometeu ao setor que o regulamento do Minha Casa, Minha Vida será entregue em breve para que os trabalhos possam começar. (Com informações da Folhapress)

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