Sigma capta US$ 13,3 milhões na bolsa

18 de agosto de 2020 às 0h17

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Crédito: Divulgação

A Sigma Mineração deu mais um importante passo no projeto de produção e beneficiamento de lítio no Vale do Jequitinhonha. A empresa captou US$ 13,3 milhões na bolsa do Canadá, onde negocia suas ações, garantindo assim US$ 85,5 milhões para a implantação e operação do complexo Grota do Cirilo, que prevê a produção de 220 mil toneladas de concentrado de lítio grau bateria ao ano, a partir das minas localizadas nos municípios de Itinga e Araçuaí, e planta em Itinga, apenas na primeira fase.

As informações são de Ana Cabral, membro do Conselho de Administração da Sigma. Segundo ela, a oferta de ações superou as expectativas e poderia ter rendido à empresa um resultado até sete vezes o valor inicial, que era de US$ 10 milhões.

“Isso demonstra uma grande confiança no Brasil, em Minas e, sobretudo, no Vale do Jequitinhonha. A Sigma já vem apostando nesse projeto há cinco anos, justamente, por saber do potencial da região. E esse resultado vem também na esteira do investimentos de R$ 200 milhões já realizado pela empresa em mineração sustentável. A conclusão do funding deste projeto para além do inicialmente esperado, coroa o esforço de todos os envolvidos no investimento”, ressaltou.

O aporte de US$ 13,5 milhões ocorreu a partir de dois grandes fundos internacionais: o Janus Henderson e JGP, que se juntam ao grupo original de investidores pelo CQS e Blackrock do Reino Unido e Bradesco.

Ana Cabral lembrou que a captação dos recursos tinha o objetivo de complementar o financiamento de US$ 45 milhões junto ao banco Société Générale, aprovado em junho. Os recursos para reforço do capital da empresa era uma exigência da instituição financeira. Os montantes se somariam aos US$ 27 milhões obtidos pela venda antecipada para a japonesa Mitsui, ainda de quando do início do desenvolvimento do projeto.

O valor superior ao inicialmente esperado permitirá não apenas tirar o projeto do papel, com a construção da unidade, mas garantir os custos iniciais de produção. “Precisávamos de US$ 74 milhões em funding. Com todo o processo, superamos o capex e temos um capital de giro para as operações de comissionamento da unidade”, comemorou a executiva.

Conforme a integrante do conselho de administração da companhia, a perspectiva de sucesso do projeto, bem como as características da empresa e do negócio, impulsionnou a oferta de ações. Ela destacou que a empresa segue o que chamam de ESG na sigla em inglês, para o foco em governança, meio ambiente, social e corporativo.

O início das obras está previsto ainda para este mês – com um ciclo de quatro meses de pré-construção, validação de orçamentos e engenharia detalhada – para, entre novembro e dezembro, começar, de fato a mobilização em larga escala. Já o primeiro embarque comercial está previsto para dezembro de 2021.

Segundo módulo – A primeira fase do projeto da Sigma prevê a produção de 220 mil toneladas de concentrado de grau lítio bateria ao ano. Mas, em junho, Ana Cabral disse ao DIÁRIO DO COMÉRCIO que a Sigma já planejava um segundo módulo e já havia, inclusive, dado início ao licenciamento ambiental, visando ampliar a capacidade total do complexo. Ela disse, na época, que a segunda fase do projeto deveria consumir aportes superiores a R$ 200 milhões.

Assim, a primeira fase que já está em implantação, entra em operação em meados de 2021. A planta inicial vai produzir 220 mil toneladas de concentrado de lítio/ano. Já a segunda etapa vai elevar a produção em mais 220 mil toneladas anuais, com os investimentos sendo realizados em 2022 e início das operações em 2023.

Vale injeta R$ 6,6 bi no Estado

A produção da Vale movimenta uma imensa cadeia. A mineração é base de outras indústrias essenciais, como a de alimentos, medicamentos e saneamento. Além de colaborar para que setores essenciais continuem a produzir, a empresa segue contribuindo com a sociedade e o país.

Em Minas Gerais, no primeiro semestre do ano, dos R$ 8,5 bilhões destinados a compras, 76% delas foram feitas de fornecedores locais, o correspondente à R$ 6,6 bilhões. São 1.289 fornecedores cadastrados com matriz em Minas Gerais.

Em apoio à crise econômica causada pela pandemia do Covid-19, a companhia também reduziu em até 85% o prazo de pagamento de serviços e materiais para cerca de 3 mil fornecedores de pequeno e médio portes no país. Apenas em março, foram injetados R$ 160 milhões na economia brasileira em antecipações desses pagamentos.

Além disso, a exemplo do Projeto Máscara para Todos, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Vale privilegiou projetos sociais, associações, pequenas confecções e fábricas de uniforme em sete municípios mineiros para a confecção de máscaras de proteção para seus empregados.

A Vale divulgou nesta semana o “Balanço Vale+ Minas Gerais” do primeiro semestre de 2020. A publicação traz informações sobre a contribuição econômica da empresa aos municípios onde está presente e ao estado, além das ações socioambientais.

A produção, no primeiro semestre do ano, de 43,6 milhões de toneladas de minério de ferro, 129 mil toneladas de pelotas e 41 mil toneladas de minério de manganês e ferroligas geraram R$ 796 milhões em tributos para municípios e para o Estado, sendo R$ 290,4 milhões apenas em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem).

As atividades da Vale em Minas Gerais são responsáveis pela geração de emprego e renda de mais de 31 mil pessoas, entre empregados próprios e terceiros permanentes. Nos primeiros seis meses do ano, a massa salarial da força de trabalho própria da empresa foi de R$ 686 milhões.

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