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Sigma capta US$ 13,3 milhões na bolsa

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Sigma capta US$ 13,3 milhões na bolsa
Crédito: Divulgação

A Sigma Mineração deu mais um importante passo no projeto de produção e beneficiamento de lítio no Vale do Jequitinhonha. A empresa captou US$ 13,3 milhões na bolsa do Canadá, onde negocia suas ações, garantindo assim US$ 85,5 milhões para a implantação e operação do complexo Grota do Cirilo, que prevê a produção de 220 mil toneladas de concentrado de lítio grau bateria ao ano, a partir das minas localizadas nos municípios de Itinga e Araçuaí, e planta em Itinga, apenas na primeira fase.

As informações são de Ana Cabral, membro do Conselho de Administração da Sigma. Segundo ela, a oferta de ações superou as expectativas e poderia ter rendido à empresa um resultado até sete vezes o valor inicial, que era de US$ 10 milhões.

“Isso demonstra uma grande confiança no Brasil, em Minas e, sobretudo, no Vale do Jequitinhonha. A Sigma já vem apostando nesse projeto há cinco anos, justamente, por saber do potencial da região. E esse resultado vem também na esteira do investimentos de R$ 200 milhões já realizado pela empresa em mineração sustentável. A conclusão do funding deste projeto para além do inicialmente esperado, coroa o esforço de todos os envolvidos no investimento”, ressaltou.

O aporte de US$ 13,5 milhões ocorreu a partir de dois grandes fundos internacionais: o Janus Henderson e JGP, que se juntam ao grupo original de investidores pelo CQS e Blackrock do Reino Unido e Bradesco.

Ana Cabral lembrou que a captação dos recursos tinha o objetivo de complementar o financiamento de US$ 45 milhões junto ao banco Société Générale, aprovado em junho. Os recursos para reforço do capital da empresa era uma exigência da instituição financeira. Os montantes se somariam aos US$ 27 milhões obtidos pela venda antecipada para a japonesa Mitsui, ainda de quando do início do desenvolvimento do projeto.

O valor superior ao inicialmente esperado permitirá não apenas tirar o projeto do papel, com a construção da unidade, mas garantir os custos iniciais de produção. “Precisávamos de US$ 74 milhões em funding. Com todo o processo, superamos o capex e temos um capital de giro para as operações de comissionamento da unidade”, comemorou a executiva.

Conforme a integrante do conselho de administração da companhia, a perspectiva de sucesso do projeto, bem como as características da empresa e do negócio, impulsionnou a oferta de ações. Ela destacou que a empresa segue o que chamam de ESG na sigla em inglês, para o foco em governança, meio ambiente, social e corporativo.

O início das obras está previsto ainda para este mês – com um ciclo de quatro meses de pré-construção, validação de orçamentos e engenharia detalhada – para, entre novembro e dezembro, começar, de fato a mobilização em larga escala. Já o primeiro embarque comercial está previsto para dezembro de 2021.

Segundo módulo – A primeira fase do projeto da Sigma prevê a produção de 220 mil toneladas de concentrado de grau lítio bateria ao ano. Mas, em junho, Ana Cabral disse ao DIÁRIO DO COMÉRCIO que a Sigma já planejava um segundo módulo e já havia, inclusive, dado início ao licenciamento ambiental, visando ampliar a capacidade total do complexo. Ela disse, na época, que a segunda fase do projeto deveria consumir aportes superiores a R$ 200 milhões.

Assim, a primeira fase que já está em implantação, entra em operação em meados de 2021. A planta inicial vai produzir 220 mil toneladas de concentrado de lítio/ano. Já a segunda etapa vai elevar a produção em mais 220 mil toneladas anuais, com os investimentos sendo realizados em 2022 e início das operações em 2023.

Vale injeta R$ 6,6 bi no Estado

A produção da Vale movimenta uma imensa cadeia. A mineração é base de outras indústrias essenciais, como a de alimentos, medicamentos e saneamento. Além de colaborar para que setores essenciais continuem a produzir, a empresa segue contribuindo com a sociedade e o país.

Em Minas Gerais, no primeiro semestre do ano, dos R$ 8,5 bilhões destinados a compras, 76% delas foram feitas de fornecedores locais, o correspondente à R$ 6,6 bilhões. São 1.289 fornecedores cadastrados com matriz em Minas Gerais.

Em apoio à crise econômica causada pela pandemia do Covid-19, a companhia também reduziu em até 85% o prazo de pagamento de serviços e materiais para cerca de 3 mil fornecedores de pequeno e médio portes no país. Apenas em março, foram injetados R$ 160 milhões na economia brasileira em antecipações desses pagamentos.

Além disso, a exemplo do Projeto Máscara para Todos, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Vale privilegiou projetos sociais, associações, pequenas confecções e fábricas de uniforme em sete municípios mineiros para a confecção de máscaras de proteção para seus empregados.

A Vale divulgou nesta semana o “Balanço Vale+ Minas Gerais” do primeiro semestre de 2020. A publicação traz informações sobre a contribuição econômica da empresa aos municípios onde está presente e ao estado, além das ações socioambientais.

A produção, no primeiro semestre do ano, de 43,6 milhões de toneladas de minério de ferro, 129 mil toneladas de pelotas e 41 mil toneladas de minério de manganês e ferroligas geraram R$ 796 milhões em tributos para municípios e para o Estado, sendo R$ 290,4 milhões apenas em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem).

As atividades da Vale em Minas Gerais são responsáveis pela geração de emprego e renda de mais de 31 mil pessoas, entre empregados próprios e terceiros permanentes. Nos primeiros seis meses do ano, a massa salarial da força de trabalho própria da empresa foi de R$ 686 milhões.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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