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Sigma inicia as obras da planta no Jequitinhonha

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Sigma produzirá 440 mi toneladas de concentrado de lítio/ano | Crédito: Divulgação

A Sigma Mineração deu início às obras de terraplenagem da planta de produção e beneficiamento de lítio nos municípios de Itinga e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. Com investimentos de centenas de milhões de reais, esta será a primeira unidade greentech do setor mineral no mundo e vai produzir 440 mil toneladas de concentrado de lítio grau bateria de alta pureza ao ano.

O complexo, denominado Grota do Cirilo, está sendo implantado em duas fases. A primeira delas entra em operação no terceiro trimestre do ano que vem e a segunda um ano depois. De acordo com a Chief strategy officer and co-president do conselho da Sigma, Ana Gardner, o foco no momento está na pré-construção da planta, por isso, o início das obras foi conciliado à comprovação da viabilidade econômica e crescimento contínuo do projeto.

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“Acabamos de finalizar o trabalho de engenharia detalhada dessa planta de processamento greentech, inclusive, a primeira do tipo no mundo para beneficiamento e produção. Para isso, trouxemos o ‘tech’ e o que há de mais moderno na Austrália para o setor e incluímos as características ‘green’ específicas para a produção mineral no Brasil”, ressaltou.

Isso significa, segundo ela, uma planta que não utiliza agentes químicos nocivos, com 100% de recirculação de água, energia elétrica 100% limpa e hidrelétrica e utilização do que há de mais moderno para garantir o empilhamento a seco de todo o rejeito. “Além disso, ela é 100% digitalizada e 100% automatizada, controlada por um algoritmo customizado para a operação”, completou.

Com tantos aparatos, a rentabilidade e a perenidade do negócio também estão garantidos, conforme a executiva. Para se ter uma ideia, a estimativa da empresa é de uma receita de US$ 165 milhões por ano a partir da segunda fase de operação do complexo – que culminaria em cerca de R$ 800 milhões por ano. Já na fase 1, o faturamento deverá chegar a US$ 220 milhões anualmente – o equivalente a R$ 1,1 bilhão.

“Isso se reverte em Cfem (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), isso se reverte em desenvolvimento para o Norte de Minas, com impactos significativos para todo o Estado. Para os clientes, fica a mensagem de que os estudos de viabilidade da fase 2 mostram a sustentabilidade do negócio que vai crescer de maneira escalável e em consonância com o setor”, explicou.

Próxima etapa – Agora a empresa dará início à parte comercial e financeira do restante do complexo. É que a produção da primeira fase já está toda contratada. Em junho do ano passado, o DIÁRIO DO COMÉRCIO noticiou que a Sigma havia fechado contrato de US$ 27 milhões pela venda antecipada para a japonesa Mistui por cinco anos. A empresa vai beneficiar quimicamente o lítio extraído em terras mineiras e repassar aos fabricantes de baterias – processo que é feito hoje, quase que totalmente, na Ásia.

Sobre a comercialização, a representante da Sigma lembrou que não existe demanda local para o concentrado de lítio grau bateria no Brasil – uma vez que se trata de um insumo para fabricação de células de baterias de veículos elétricos. De toda maneira, ela pondera que é mais interessante para o País focar na produção do pré-químico, uma vez que as margens operacionais neste caso são bem maiores.

“Estamos falando da criação de valor do mineral, a partir do beneficiamento, com uma margem operacional de 30%, enquanto o business de baterias fica em torno de 4% e o da mineração do lítio abaixo de 10%”, justificou.

Governo vai ofertar áreas de cobre e fosfato

Brasília – O governo federal planeja ofertar a investidores em 10 de junho, no Rio de Janeiro, direitos para a exploração dos depósitos de cobre de Bom Jardim, em Goiás, e de fosfato de Miriri, entre Pernambuco e Paraíba, informou o Ministério de Minas e Energia em nota na quarta-feira (2).

Os vencedores do leilão, que ocorrerá no prédio do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), serão aqueles que oferecerem o maior valor em bônus de assinatura. Foi definido ainda um percentual fixo de royalties de 1% da receita operacional bruta para ambos os lotes.

O projeto de Bom Jardim, segundo a pasta, corresponde a um ativo minerário de 1.000 hectares que apresenta estudos detalhados da mineralização e recursos calculados em 4,5 milhões de toneladas de minério. Seu bônus mínimo será de R$ 2 milhões de reais pagos em parcelas, em etapas condicionantes.

Já o projeto Miriri corresponde a sete processos minerários divididos em dois blocos, totalizando 6.112,18 hectares com 115 milhões de toneladas de minério de fosfato e teor médio de 4,19% de P2O5. Nesse caso, o bônus mínimo está fixado em R$ 30 mil e também será pago em parcelas, com condicionantes.

Para esse projeto, o edital traz uma alternativa de viabilidade econômica através do aproveitamento dos recursos minerais como fertilizante, denominado fosfato natural, seguindo as normas vigentes.

Caso Miriri se mostre viável para a produção de concentrado de fosfato, o edital estabelece o pagamento de um bônus de oportunidade estabelecido de R$ 2,611 milhões, explicou o ministério.

Contudo, caso demonstrada a inviabilidade, será possível avançar o projeto no modelo simplificado, na qual a empresa comercializará produtos fertilizantes simples ou remineralizadores agrominerais. Nesse caso, não haverá pagamento adicional de bônus.

Em ambos os casos, os royalties fixos de 1% não têm qualquer relação com tributos ou mesmo com a Compensação Financeira Sobre Exploração Mineral (Cfem). (Reuters)

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