Soluções de mobilidade para a RMBH podem custar R$ 99 bi

15 de fevereiro de 2022 às 0h27

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Crédito: Divulgação/PBH

As propostas de soluções de curto a longo prazo que envolvem o transporte coletivo de passageiros para interligar 34 municípios à capital mineira são avaliadas em R$ 99 bilhões. Parte do Plano de Mobilidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PlanMob RMBH), as melhorias são apontadas e calculadas por um Comitê específico, que, entre outros pontos, prevê a integração tarifária do transporte entre linhas e a implantação de metrô-leve. 

Criado em 2010, o Comitê Técnico de Mobilidade (CTMob) é responsável por subsidiar a tomada de decisões relativas à temática. Em sua última reunião, o grupo apresentou à sociedade um portfólio de projetos divididos quanto ao prazo de implantação, sendo que os projetos a curto prazo (2027) demandam investimentos de R$ 7 bilhões, e aqueles de médio (2032) e longo prazo (2042) podem custar R$ 27 bilhões e R$ 65 bilhões, respectivamente. 

Vale ressaltar, no entanto, que essa não é uma promessa de investimentos. Trata-se de estudos recentes, de 2021, que irão compor as análises técnicas dos órgãos de infraestrutura e mobilidade urbana, além das empresas do transporte. 

Além disso, conforme informado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra), a estimativa de investimentos faz parte do estudo para a identificação de um modelo econômico-financeiro que permita a arrecadação dos montantes para a viabilização dos projetos — após a apresentação, a Seinfra afirmou que o valor de investimento foi otimizado e deve baixar para R$ 88 bilhões. 

A exemplo de levantamentos realizados para mapear o transporte coletivo, está aquele realizado a partir dos dados de telefonia de passageiros, que demonstrou as zonas com faixas mais acentuadas de deslocamentos. 

Integração e redução tarifária 

A curto prazo, a proposta do PlanMob RMBH é a integração tarifária entre os sistemas e valores praticados em 2021. No entanto, questionada, a Seinfra não especificou se esse modelo viabiliza, por exemplo, integrações entre o metrô de Belo Horizonte e as linhas que operam nas regiões metropolitanas. 

Em resposta ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, a Secretaria afirmou que “o objetivo é construir junto com as prefeituras propostas de integração operacional para facilitar os deslocamentos e integração tarifária para reduzir o valor das viagens para os usuários”, e lembrou que os R$ 7 bilhões da primeira etapa já incluem os recursos já destinados ao Metrô de Belo Horizonte. 

Como destaque da proposta a médio prazo, está a implantação de uma linha do metrô que já circula em Belo Horizonte e que faria a ligação entre a estação Lagoinha, que dá acesso ao Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Rodoviária de Belo Horizonte) até a Savassi. 

A longo prazo, o plano tem como proposta a implantação do metrô-leve, que, diferente do metrô belo-horizontino, utiliza carros menos pesados. Essa solução para o transporte é a que pode ser inserida em 20 anos e que, se tirada do papel, pode fazer a ligação entre a avenida Amazonas e Venda Nova

“Em termos técnicos é possível a sua implantação em dez anos. Evidentemente, há necessidade de evolução de seu projeto, previsão orçamentária e todos os processos para sua implantação. O objetivo do plano de mobilidade é justamente de avaliar os potenciais desses projetos para que o poder público possa priorizá-los e construir uma estratégia de investimentos em infraestrutura de mobilidade contínuos”, afirmou a Secretaria.  

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