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Sul Americana de Metais investirá em projeto de mineração no Norte de MG

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Além do complexo que irá produzir 27 milhões de toneladas anuais, projeto compreende mineroduto até o sul da Bahia | Crédito: Divulgação

Um projeto de mineração, chamado de Bloco 8, na região Norte do Estado, deverá receber investimentos de R$ 7,9 bilhões. O governo de Minas assinou na última semana um protocolo de intenções com a Sul Americana de Metais (SAM), subsidiária da chinesa Honbridge Holdings.

O complexo vai contar com uma usina de concentração de minério, barragem de rejeitos com capacidade de armazenagem de 845 milhões de metros cúbicos, além de barragens de água. Até 27 milhões de toneladas de minério de ferro poderão ser produzidos por ano. Para isso, serão utilizadas jazidas de Grão Mogol e Padre Carvalho.

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Outra empresa, a Lotus Brasil Comércio e Logística, será a responsável pela logística do negócio. Essa, aliás, foi uma das mudanças realizadas no projeto inicial, chamado de Vale do Rio Pardo. O mineroduto deverá ser o segundo maior do mundo e, com a sua construção, o investimento total deverá ser de R$ 9,1 bilhões.

Segundo a diretora de relacionamento e meio ambiente da SAM, Gizelle Andrade, além da mudança de nomenclatura, o projeto, que começou em 2010 – e até agora recebeu investimentos de US$ 74 milhões – passou por reestruturações a partir de 2017.

Além de, inicialmente, mina e mineroduto serem integrados, a barragem utilizada seria a montante – agora, será por linha de centro, “completamente diferente” das que se romperam nos últimos anos no Estado, em Mariana e Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e segura, de acordo com Gizelle Andrade.

Impactos – Ainda conforme a diretora de relacionamento e meio ambiente da SAM, as expectativas são de que a mina gere uma receita bruta anual de R$ 4 bilhões. Além disso, deverá gerar aproximadamente 1.200 empregos diretos quando estiver funcionando e 6.200 durante o pico de obras de construção.

“Acreditamos que o projeto vai desenvolver uma região que precisa disso. Temos como foco a segurança, a geração de benefícios e o respeito às pessoas”, salienta ela.

Energia sustentável – Outro diferencial do complexo deverá ser a utilização de energia solar, conforme destaca Gizelle, a partir do quinto ano de operações do projeto. Empresas vindas da China serão parceiras nesse negócio.

“Para desenvolver, tem que atrair parceiros”, ressalta a diretora de relacionamento e meio ambiente da SAM.

Marco – Os ganhos positivos também deverão marcar presença no entorno do projeto. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Montes Claros, Edilson Torquato, a cidade também será muito beneficiada com os reflexos do complexo para o município.

“Vai ser um marco de desenvolvimento para Montes Claros e Norte de Minas. A infraestrutura da região vai sofrer um grande avanço”, diz.

Em nota, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) afirmou que o projeto Bloco 8 é inovador, “trouxe ao País tecnologia de aproveitamento de minérios pobres (concentração aproximada de apenas 20%), numa região com grande necessidade de desenvolvimento social e econômico – o Norte de Minas, já que ele está no município de Grão Mogol, aliado a uma proposta de operação de alta tecnologia”.

A Secretaria também ressalta que foi prevista pelo empreendedor a existência de um sistema de produção autônoma “com a cava projetada para operação apenas de maquinários de controle remoto, servindo também como um meio de contenção dos rejeitos da barragem, que não utilizará o método de alteamento de montante, aliada à construção de um sistema de diques estanques que, num caso fortuito de emergência, confinarão todo o rejeito à própria área da cava, não havendo qualquer possibilidade de uma onda de rejeitos para fora dessa área segundo os projetistas”.

Mesmo com esse sistema de controle, informa a Secretaria, a empresa está em fase de adequação à legislação vigente, com destaque à Lei Estadual 23.291/2019 – Mar de Lama Nunca Mais, que não permite a existência de residentes ou de estruturas permanentes na chamada zona de autossalvamento (ou seja, a 10k m ou a 30 minutos da barragem, o que for mais restritivo).

Próximos passos – Ainda segundo a Secretaria, o processo de licenciamento, que está na fase da Licença Prévia, quando se analisa somente a viabilidade ambiental, está em período inicial. “Há previsão, para este ano ainda, a realização das consultas prévias às comunidades consideradas tradicionais e a audiência pública, a ser realizada na região onde o empreendimento pretende se instalar”, diz a nota.

“Apenas após a emissão da licença de instalação, o empreendimento poderá ter iniciada sua instalação. Não há, por enquanto, previsão possível para tal emissão, haja vista o processo estar ainda em fase de licenciamento prévio”, destaca o conteúdo enviado pela Semad.

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