Supermercados mineiros têm crescimento em 2021

22 de março de 2022 às 0h30

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As redes supermercadistas estão otimistas para 2022, com a previsão de melhora na economia e alta no consumo | Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O setor supermercadista de Minas Gerais encerrou 2021 com faturamento de R$ 63,39 bilhões e alta de 3,1% sobre o ano anterior. O crescimento ficou ligeiramente acima do desempenho nacional (3,04%), mas abaixo do inicialmente projetado pela Associação Mineira de Supermercados (Amis), de 4,2%. Para 2022, as expectativas dão conta de um avanço de 3,2% em relação ao exercício passado, a partir da melhora da economia e incentivos para aumento do consumo por parte do governo federal.

Cada vez mais essenciais no atendimento à população no abastecimento dos lares e na prestação de serviços, as redes com atuação no Estado inauguraram 106 unidades em cidades mineiras em 2021. Sob investimentos de R$ 1,04 bilhão, os novos pontos de venda foram responsáveis pela criação de 10.714 vagas formais de trabalho e elevaram os números do setor no Estado para 10.664 lojas e 358.714 empregos diretos. Neste ano são esperados R$ 850 milhões a serem destinados a 85 novas unidades, com a geração de 9.350 empregos.

Segundo a Amis, os resultados do ano passado já podem ser atribuídos à melhora da economia do País com o avanço da vacinação, que propiciou a melhoria dos níveis de emprego. Outro fator que contribuiu com a maior demanda nos supermercados foram os auxílios financeiros pagos pelos governos federal e estadual e em alguns municípios.

O crescimento real de 3,1% em 2021 reflete também a robustez do segmento. Ao mesmo tempo, a elevada base de comparação de 2020 precisa ser considerada – uma vez que, naquele exercício, o setor apresentou incremento de 10,97%. Adicionalmente, segundo o presidente-executivo da associação, Antônio Claret Nametala, os efeitos da pandemia, principalmente no primeiro semestre, causaram muitas incertezas e até fechamento de lojas por decretos municipais em algumas cidades como forma de conter o avanço do vírus, o que também impactou negativamente o desempenho.

“A própria base de comparação e a desaceleração do consumo no primeiro semestre de 2021 afetaram o desempenho. Os supermercados precisaram ajustar o atendimento às demandas, que têm mudado com muita rapidez. Com a renda menor, o consumidor tem buscado mais promoções e está mais atento ao preço, mas sem deixar de exigir qualidade. Os supermercados mineiros, mesmo diante de tantas incertezas, mantiveram os investimentos em novas lojas, em reformas e ampliação e no treinamento das equipes, o que permitiu o crescimento”, comenta.

A variação da renda do consumidor também influenciou os resultados. Embora os níveis de emprego tenham apresentado melhora, os salários ficaram aquém do crescimento da ocupação. 

Para este ano, as expectativas vão no mesmo sentido. Conforme o dirigente, a cobertura vacinal País afora e a retomada mais forte da economia fazem com que o clima junto aos empresários seja de cautela e confiança, resultando em um ano positivo para o setor. Também são grandes as expectativas da entidade quanto à substituição do Bolsa Família pelo Renda Brasil, chegando a mais famílias e com um valor superior, aumentando o acesso de mais pessoas ao consumo, principalmente nas classes sem renda formal.

Desempenho por regiões

De acordo com o Termômetro de Vendas, no ano passado, entre os principais destaques na variação regional, o melhor desempenho ocorreu na Central, com 5,21% no acumulado do ano, seguida do Triângulo/Alto Paranaíba, com 4,18%. As regiões sempre se destacam na pesquisa pela pujança e diversidade da atividade econômica.

No Sul, o setor apresentou retração de 1,63%. Claret Nametala lembra que, em 2021, a região foi uma das mais afetadas por decretos municipais que restringiram o funcionamento do setor em função da pandemia. “Além disso, a atividade turística, que é forte também, continuou afetada e houve ainda o forte impacto na agricultura, principalmente a cafeeira, por eventos climáticos, como a geada, o que ocasionou grandes perdas”, justifica.

Sobre os investimentos, a expansão do setor foi verificada em todas as regiões do Estado. Mas a Central, puxada pela Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), teve maior destaque, com 37 unidades. Na sequência, a Zona da Mata (21) e o Triângulo/Alto Paranaíba (15) foram as que mais abriram lojas. Quanto aos formatos, a maior expansão ocorreu nas lojas de vizinhança (supermercado), com 54 novas unidades. Em seguida, veio o atacarejo, que abriu 40 pontos de venda. Em 2022, este perfil deverá continuar.

“São dois segmentos que seguem em alta no setor supermercadista brasileiro e a expectativa é de que continuem dominando o mercado”, conclui.

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