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Economia

Tanqueiros dão prazo ao governo até julho

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

Após reunião realizada na tarde de ontem, o Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG) decidiu esperar o posicionamento do governo de Minas em relação aos pleitos da categoria e não vai paralisar as atividades por ora.

Conforme noticiado na última semana pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, trabalhadores do setor não descartavam uma greve, diante de um encontro realizado entre as partes, também na semana passada, que terminou sem um acordo. Na ocasião, havia ficado definido que os tanqueiros se reuniriam novamente para decidir se aguardariam até o mês de julho para receber um retorno do Estado ou se paralisariam as atividades mais uma vez.

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“A gente vai esperar a resposta do governo, o prazo que o governo pediu para a gente até meados de julho”, disse ao DIÁRIO DO COMÉRCIO o presidente do Sindtanque-MG, Irani Gomes. “Como o governo abriu um diálogo e está tendo esse diálogo, a categoria está confiante que em julho pode vir alguma coisa melhor”, afirmou ele.

Os tanqueiros vêm insistindo na diminuição do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o diesel. A solicitação é de que haja uma redução de 15% para 12% do valor cobrado sobre o óleo diesel.

Na semana passada, por meio de nota, o governo de Minas salientou que continua a desenvolver alternativas tanto econômico-financeiras quanto de segurança que atendam aos pleitos da categoria.

Histórico dos pleitos 

O movimento dos tanqueiros teve início no mês de fevereiro, quando houve a paralisação das atividades por um dia. Porém, já naquela época, a categoria havia afirmado que a suspensão da paralisação poderia ser algo temporário, caso nenhuma solução fosse efetivamente apresentada. Além disso, eles também lembraram acerca do aumento dos preços dos combustíveis e como isso impacta o setor.

Em nota, na época, o governo de Minas afirmou que “o governador Romeu Zema anunciou a criação de um grupo de trabalho para buscar alternativas para as insatisfações que levaram à paralisação de motoristas de caminhões-tanque”.

Além disso, também falou sobre o “seu compromisso de não promover o aumento de nenhuma alíquota de ICMS até que seja possível começar a trabalhar pela redução efetiva da carga tributária. No momento, em virtude da situação financeira do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige uma compensação para aumentar receita em qualquer movimento de renúncia fiscal, o que não torna possível a redução da alíquota”, disse por meio de nota.

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