Tanqueiros podem voltar a paralisar as operações

18 de janeiro de 2022 às 0h29

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

O fim do congelamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) dos combustíveis agrava ainda mais a situação dos transportadores e a greve no setor pode ser inevitável, alerta  o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustível e Derivados do Petróleo de Minas Gerais (Sindtanque-MG), Irani Gomes. 

“As transportadoras de combustíveis e de derivados de petróleo receberam como uma bomba neste início de ano a elevação do preço dos combustíveis”, disse o sindicalista, lamentando a política de preços praticada pela Petrobras, que trouxe novo aumento em janeiro: desta vez de 8% para o óleo diesel e de 4,85% para a gasolina.

“Se não bastasse isso, os governadores estão pedindo que o PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final) seja descongelado e, fazendo isso, as alíquotas ficarão mais altas ainda”, reclamou Gomes. O PMF é usado como base de cálculo do ICMS sobre os combustíveis. 

Os problemas dos transportadores em Minas Gerais começaram em 2011, quando o governo Anastasia aumentou a alíquota de ICMS do diesel de 12% para 15%. O que criou uma situação injusta para o setor, com relação aos estados vizinhos: Rio de Janeiro e Espírito Santo ainda cobram 12% e só agora São Paulo aumentou a alíquota para 13,5%. Ou seja, nas cidades fronteiriças, ninguém compra combustível de Minas Gerais.

De lá para cá, a pauta é sempre a mesma, esgotada em sucessivas reuniões com os governadores. O presidente do Sindtanque-MG lembra que, nas paralisações de outubro do ano passado, o governador Romeu Zema (Novo) chegou reduzir a alíquota do ICMS do diesel para 14%, e sinalizou que não precisaria de aprovação da Assembleia Legislativa para voltar aos antigos 12%. No entanto, segundo o sindicato, nada mais foi feito.  

Movimento grevista

O presidente do Sindtanque-MG, Irani Gomes, não descarta nova paralisação dos transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo em Minas neste início de ano. Segundo ele, o serviço está inviável com os sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis. Afinal, o diesel responde por 70% do custo do frete. “Assim que saíram os aumentos, retomamos as conversações com a base. Esta semana, elas estão sendo intensificadas e podem chegar à decisão de greve ainda este mês”, afirma Gomes.   

“A categoria está indignada e sem condições para trabalhar. Pedimos encarecidamente aos governos federal e estadual que adotem medidas emergenciais para mudar esse quadro. Caso contrário, não teremos alternativa, vamos suspender as atividades”, avisou o sindicalista. “Esperamos que o governador cumpra com esse compromisso e atenda, de uma vez por todas, à essa antiga reivindicação dos transportadores, aproximando o ICMS do diesel em Minas com o de estados do Sudeste”, completou.

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