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Economia

Trabalhadores da construção fazem greve na RMBH

Movimento teve início no último dia 17

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Segundo o Sinduscon-MG, as obras ainda não foram afetadas pela greve | Crédito: Charles Silva Duarte

A assinatura de uma nova Convenção Coletiva de Trabalho para os empregados que atuam na construção civil de Belo Horizonte e região metropolitana está pendente. Com data-base em novembro, o documento ainda não foi pactuado entre as partes por impasses existentes no pleito da categoria e do sindicato patronal. 

Por esse motivo, em 17 de janeiro, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Belo Horizonte e Região (Stic-BH), mais conhecido como Marreta, convocou uma greve que ainda perdura e não tem previsão de acabar, como informa o presidente da entidade, Afonso José do Rosário. 

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“O problema é que a categoria foi colocada como essencial na pandemia. E, nesses tempos, a construção civil foi a que mais deu lucro aos empresários. Mas os salários dos trabalhadores não foram modificados, sendo que a data-base é em novembro”, afirma Afonso. 

O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) informou, por meio de nota, que recebeu a greve com surpresa, já que, desde novembro, quando, anualmente, uma nova CCT é celebrada, tenta negociar junto à entidade de classe. 

Ainda segundo divulgou o Sinduscon-MG, já neste mês de janeiro, no último dia 20, e também no próximo dia 5 de fevereiro, os trabalhadores da categoria receberam, junto ao adiantamento, ou receberão o reajuste de forma antecipada, para que o prolongamento das negociações não prejudique o pagamento. 

O reajuste salarial, nesse caso, será de 80% sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que representa a variação de 11,08% nos salários, seguindo a alta da inflação no País. Diante da assinatura, o restante do valor para cobrir a inflação será reajustado em outros provimentos dos trabalhadores, conforme indicou o Sinduscon-MG em nota. 

Outras reivindicações 

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No entanto, o presidente do Marreta aponta que existem outras pautas prioritárias para a categoria e que ainda não foram atendidas, sendo elas fundamentais para a valorização do trabalhador da construção civil, conforme pondera Afonso. 

Além dos ganhos reais para o salário dos trabalhadores, a entidade busca, ainda, inserir na CCT deste período a participação nos lucros das empresas e a transferência dos valores do vale-transporte para benefícios que permitam o abastecimento de veículos próprios. 

Outro ponto levantado é sobre as cestas básicas recebidas pelos trabalhadores, que não são padronizadas e perdem a qualidade a depender da contratante. Em relação à alimentação, o Marreta defende que os empregados tenham acesso a almoço e lanche da tarde. 

Manifestações em obras de luxo

Como forma de pressionar o sindicato patronal, a greve deflagrada há dez dias deve ser mantida até que as negociações avancem. O Marreta afirma que hoje cerca de 15 mil trabalhadores estão mobilizados no movimento, sendo que as manifestações se concentram no canteiro de obras de luxo da capital mineira e região. 

Contudo, ainda conforme nota divulgada pelo Sinduscon-MG, a greve é incipiente e não prejudica, até o presente momento, o andamento das obras, sendo que não há confirmação, por parte da entidade patronal, do número de pessoas paradas neste momento

Em seu posicionamento, a entidade que representa as empresas da indústria da construção civil afirmou, ainda, que busca o melhor para os mais de 100 mil trabalhadores que atuam no setor. Por fim, o Sinduscon-MG ressaltou que, somente de janeiro a outubro de 2021, foram geradas 14.599 vagas em Belo Horizonte, o que demonstra a importância do setor para a criação de postos de trabalho e geração de renda para as famílias. 

Cerca de 15 mil trabalhadores estariam, segundo sindicato, mobilizados no movimento, com manifestações concentradas em canteiro de obras de luxo | Crédito: Charles Silva Duarte
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