Uberlândia receberá aporte de R$ 200 mi

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Uberlândia receberá aporte de R$ 200 mi
Uma jazida com capacidade de mais de 24 milhões de toneladas de basalto será explorada pela Luvas Mineradora | Crédito: Divulgação

A Luvas Mineradora vai investir cerca de R$ 200 milhões em uma nova planta de remineralizadores de solos em Uberlândia. A unidade tem potencial para ser a maior produtora do insumo agrícola no País, gerando cerca de 250 novos empregos diretos e indiretos na região do Triângulo Mineiro.

O projeto integra uma série de ações da Prefeitura para difundir o pó de basalto como principal ferramenta para a recuperação de áreas percoladas e consequente expansão da fronteira agrícola no Brasil.

A mineradora será instalada em uma jazida com capacidade de mais de 24 milhões de toneladas de basalto – rocha vulcânica com abundância no solo da região. O estoque permite que o empreendimento possa produzir mais de 200 mil toneladas de um mix de produtos, como britas e areias para construção civil e obras rodoviárias, bem como o pó de basalto (remineralizador capaz de substituir adubos químicos).

“No nosso plano, a previsão é de que o empreendimento seja construído no segundo semestre deste ano. Poderá ser a maior planta de remineralizadores do País e a maior de britagem em Uberlândia”, explicou o empresário e investidor Luís Vasconcelos Borches Júnior.

Já o prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, ressaltou a importância do novo investimento na cidade, não só no sentido de gerar desenvolvimento por meio de emprego e renda, mas também por ser mais um passo para a difusão do pó de rocha. “Esse produto será o futuro do agronegócio brasileiro. O setor tem que se preparar, de maneira sustentável, para alimentar o mundo”, ressaltou.

Uberlândia incentiva uso do pó de basalto

O basalto é uma rocha silicática de origem vulcânica abundante em Uberlândia e região. A cidade possui mais de 16 mil hectares desse recurso, que apresenta altas concentrações de cálcio, magnésio e potássio, entre outros minerais.

Na sua forma em pó, tem capacidade de aumentar o rendimento de produção na ordem de 20% a 30%, com melhoria da sanidade das plantas, maior retenção de carbono no solo, maior resistência às intempéries e menor uso de fertilizantes sintéticos e defensivos, que encarecem os custos da lavoura.

Desde 2017, a Prefeitura de Uberlândia tem realizado estudos e testes, junto à empresa Campo, de Brasília, em lavouras de grãos. Recentemente, também de forma pioneira, iniciou a testagem do pó em pequenas e médias propriedades em diversas culturas, como pastagem, hortaliças e banana, dentre outros.

Em outubro de 2019, o município realizou um seminário nacional sobre esse estudo, que contou com a presença de pesquisadores e agricultores de todo o país. Os primeiros resultados da aplicação em lavouras de soja de Minas Gerais, Tocantins e Goiás foram apresentados em abril de 2020, corroborando as perspectivas de plantações mais robustas e saudáveis.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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