Usiminas anuncia investimentos de R$ 1,1 bilhão na Coqueria 2

Siderúrgica vai realizar um aporte suplementar de R$ 633 milhões no alto-forno 3 da planta de Ipatinga
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Usiminas anuncia investimentos de R$ 1,1 bilhão na Coqueria 2
A Usiminas confirmou a meta de inversões de R$ 2,05 bilhões em 2022 e fez estimativa de R$ 2,4 bilhões para 2023 | Crédito: Divulgação

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) anunciou investimentos para reparos na Coqueria 2 da Usina de Ipatinga, no Vale do Aço, além de recursos adicionais para a reforma do alto-forno 3. Os aportes em reparos emergenciais e definitivos na Coqueria 2 serão de R$ 1,1 bilhão até 2026. Já a suplementação para o projeto de reforma do alto-forno será de R$ 633 milhões.

As informações constam de fato relevante divulgado pela companhia aos acionistas na sexta-feira (26). No documento, a siderúrgica também confirmou a meta de investimentos de R$ 2,05 bilhões para 2022, conforme divulgado em fevereiro. E adiantou que a estimativa para 2023 é de inversões de R$ 2,4 bilhões.

A Usiminas detalhou que os R$ 1,1 bilhão para a Coqueria 2 serão assim divididos: R$ 57 milhões neste ano, R$ 97 milhões em 2023 e R$ 951 milhões entre 2024 e 2026.

Em relação ao alto-forno 3, os R$ 633 milhões adicionais elevarão o investimento total da reforma para R$ 2,72 bilhões até 2025. Até aqui já foram investidos R$ 619 milhões e ainda há outros R$ 650 milhões previstos para este ano. Além disso, R$ 1,2 bilhão serão aportados na reforma do equipamento no ano que vem e R$ 252 milhões entre 2024 e 2025.

O alto-forno 3 é o maior da usina de Ipatinga e tem capacidade para produzir 2,4 milhões de toneladas por ano. A unidade conta com outros dois equipamentos do tipo, com capacidade de produção de cerca de 600 mil toneladas de ferro-gusa por ano cada. Inicialmente a reforma estava prevista para ocorrer entre 2021 e 2022, mas foi reprogramada por uma série de motivos. Também estava orçada pela metade do preço no projeto original.

“Suplementação de R$ 633 milhões para a reforma do alto-forno 3 da Usina de Ipatinga, justificada principalmente pelos efeitos inflacionários em todos os custos envolvidos no projeto aprovado originalmente em 2019”, explica a siderúrgica no comunicado aos acionistas.

Usiminas informa retomada do alto-forno 2

Além disso, no fim do mês passado a companhia informou, via fato relevante, que também vai fazer a retomada do alto-forno 2 da usina de Ipatinga em outubro, mediante investimentos de R$ 35 milhões. O equipamento está paralisado desde setembro do ano passado, em função de um acidente na estrutura.

Com capacidade de 660 mil toneladas/ano, a produção do alto-forno 2 será destinada à formação de estoque de placas, tendo em vista a expectativa de parada do alto-forno 3 para a reforma – a partir de abril do ano que vem e que deve durar 100 dias até a conclusão, devendo ocorrer entre abril e junho do ano que vem, gerando 8 mil vagas de trabalho na região.

Usiminas vai investir R$ 2 bilhões

Sobre os R$ 2,05 bilhões confirmados para o exercício, representam 33% a mais do que o investido no ano passado (R$ 1,5 bilhão). O montante está sendo dividido entre as cinco unidades de negócios, mas a maior parte – R$ 1,64 bilhão – será para a siderurgia, R$ 350 milhões para a mineração, e R$ 50 milhões para a Soluções Usiminas.

IPP tem alta de 1,21% em julho, informa o IBGE

Rio – O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação dos preços dos produtos na saída das fábricas do País, registrou inflação de 1,21% em julho deste ano. A taxa é superior ao 1,01% medido em junho, e inferior ao 1,86%, aferido em julho do ano passado.

Os dados do IPP foram divulgados na sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado de julho deste ano, os produtos industrializados acumulam altas de preços de 11,46% no ano e de 18,04% em 12 meses, ao saírem das fábricas.

Das 24 atividades industriais pesquisadas pelo IPP, 17 tiveram inflação, com destaque para alimentos (2,97%), papel e celulose (3,12%) e refino de petróleo e biocombustíveis (3,45%).

Por outro lado, sete atividades tiveram deflação (queda de preços), com destaque para metalurgia (-4,03%).

Três das quatro grandes categorias econômicas da indústria apresentaram inflação. A maior taxa foi observada nos bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (2,14%). Os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, tiveram alta de 1,08%, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis apresentaram aumento de preços de 1,51%.

Os bens de consumo duráveis tiveram deflação de 0,01%, segundo os dados divulgados hoje pelo IBGE.

Indústria extrativa

Pelo segundo mês consecutivo, a variação de preços no setor extrativo mineral, na comparação mês contra mês anterior, foi negativa, -0,22%. Com isso, o acumulado no ano recuou de 26,93%, em junho, para 26,65%, em julho (em julho de 2021, o acumulado no ano era de 65,56%). O acumulado em 12 meses, por sua vez, apresentou uma variação de -13,45%, a mais negativa desde março de 2016, -20,17%.

O destaque dado ao setor se deve ao fato de ter sido, em termos de variação, a segunda entre as 24 atividades da indústria no acumulado no ano (26,65%). Por sua vez, no caso de influência, foi a terceira no acumulado no ano (1,30 p.p., em 11,46%) e a quarta no acumulado dos últimos 12 meses (-1,02 p.p., em 18,04%). Os dois produtos de maior peso no cálculo do setor (“óleos brutos de petróleo” e “min. ferro e seus concentrados, exc. pelotizado/sinterizado”) apresentaram variações negativas no mês. (ABr/Agência IBGE)

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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