Usiminas anuncia investimentos de R$ 1,1 bilhão na Coqueria 2

Siderúrgica vai realizar um aporte suplementar de R$ 633 milhões no alto-forno 3 da planta de Ipatinga

27 de agosto de 2022 às 0h30

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A Usiminas confirmou a meta de inversões de R$ 2,05 bilhões em 2022 e fez estimativa de R$ 2,4 bilhões para 2023 | Crédito: Divulgação

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) anunciou investimentos para reparos na Coqueria 2 da Usina de Ipatinga, no Vale do Aço, além de recursos adicionais para a reforma do alto-forno 3. Os aportes em reparos emergenciais e definitivos na Coqueria 2 serão de R$ 1,1 bilhão até 2026. Já a suplementação para o projeto de reforma do alto-forno será de R$ 633 milhões.

As informações constam de fato relevante divulgado pela companhia aos acionistas na sexta-feira (26). No documento, a siderúrgica também confirmou a meta de investimentos de R$ 2,05 bilhões para 2022, conforme divulgado em fevereiro. E adiantou que a estimativa para 2023 é de inversões de R$ 2,4 bilhões.

A Usiminas detalhou que os R$ 1,1 bilhão para a Coqueria 2 serão assim divididos: R$ 57 milhões neste ano, R$ 97 milhões em 2023 e R$ 951 milhões entre 2024 e 2026.

Em relação ao alto-forno 3, os R$ 633 milhões adicionais elevarão o investimento total da reforma para R$ 2,72 bilhões até 2025. Até aqui já foram investidos R$ 619 milhões e ainda há outros R$ 650 milhões previstos para este ano. Além disso, R$ 1,2 bilhão serão aportados na reforma do equipamento no ano que vem e R$ 252 milhões entre 2024 e 2025.

O alto-forno 3 é o maior da usina de Ipatinga e tem capacidade para produzir 2,4 milhões de toneladas por ano. A unidade conta com outros dois equipamentos do tipo, com capacidade de produção de cerca de 600 mil toneladas de ferro-gusa por ano cada. Inicialmente a reforma estava prevista para ocorrer entre 2021 e 2022, mas foi reprogramada por uma série de motivos. Também estava orçada pela metade do preço no projeto original.

“Suplementação de R$ 633 milhões para a reforma do alto-forno 3 da Usina de Ipatinga, justificada principalmente pelos efeitos inflacionários em todos os custos envolvidos no projeto aprovado originalmente em 2019”, explica a siderúrgica no comunicado aos acionistas.

Usiminas informa retomada do alto-forno 2

Além disso, no fim do mês passado a companhia informou, via fato relevante, que também vai fazer a retomada do alto-forno 2 da usina de Ipatinga em outubro, mediante investimentos de R$ 35 milhões. O equipamento está paralisado desde setembro do ano passado, em função de um acidente na estrutura.

Com capacidade de 660 mil toneladas/ano, a produção do alto-forno 2 será destinada à formação de estoque de placas, tendo em vista a expectativa de parada do alto-forno 3 para a reforma – a partir de abril do ano que vem e que deve durar 100 dias até a conclusão, devendo ocorrer entre abril e junho do ano que vem, gerando 8 mil vagas de trabalho na região.

Usiminas vai investir R$ 2 bilhões

Sobre os R$ 2,05 bilhões confirmados para o exercício, representam 33% a mais do que o investido no ano passado (R$ 1,5 bilhão). O montante está sendo dividido entre as cinco unidades de negócios, mas a maior parte – R$ 1,64 bilhão – será para a siderurgia, R$ 350 milhões para a mineração, e R$ 50 milhões para a Soluções Usiminas.

IPP tem alta de 1,21% em julho, informa o IBGE

Rio – O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação dos preços dos produtos na saída das fábricas do País, registrou inflação de 1,21% em julho deste ano. A taxa é superior ao 1,01% medido em junho, e inferior ao 1,86%, aferido em julho do ano passado.

Os dados do IPP foram divulgados na sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado de julho deste ano, os produtos industrializados acumulam altas de preços de 11,46% no ano e de 18,04% em 12 meses, ao saírem das fábricas.

Das 24 atividades industriais pesquisadas pelo IPP, 17 tiveram inflação, com destaque para alimentos (2,97%), papel e celulose (3,12%) e refino de petróleo e biocombustíveis (3,45%).

Por outro lado, sete atividades tiveram deflação (queda de preços), com destaque para metalurgia (-4,03%).

Três das quatro grandes categorias econômicas da indústria apresentaram inflação. A maior taxa foi observada nos bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (2,14%). Os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, tiveram alta de 1,08%, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis apresentaram aumento de preços de 1,51%.

Os bens de consumo duráveis tiveram deflação de 0,01%, segundo os dados divulgados hoje pelo IBGE.

Indústria extrativa

Pelo segundo mês consecutivo, a variação de preços no setor extrativo mineral, na comparação mês contra mês anterior, foi negativa, -0,22%. Com isso, o acumulado no ano recuou de 26,93%, em junho, para 26,65%, em julho (em julho de 2021, o acumulado no ano era de 65,56%). O acumulado em 12 meses, por sua vez, apresentou uma variação de -13,45%, a mais negativa desde março de 2016, -20,17%.

O destaque dado ao setor se deve ao fato de ter sido, em termos de variação, a segunda entre as 24 atividades da indústria no acumulado no ano (26,65%). Por sua vez, no caso de influência, foi a terceira no acumulado no ano (1,30 p.p., em 11,46%) e a quarta no acumulado dos últimos 12 meses (-1,02 p.p., em 18,04%). Os dois produtos de maior peso no cálculo do setor (“óleos brutos de petróleo” e “min. ferro e seus concentrados, exc. pelotizado/sinterizado”) apresentaram variações negativas no mês. (ABr/Agência IBGE)

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