Usiminas tem lucro de R$ 975 milhões no 4º tri de 2023 e aumenta os preços neste mês

Receita líquida somou R$ 6,78 bilhões

9 de fevereiro de 2024 às 9h13
Atualizada em 9 de fevereiro de 2024 às 21h05

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo Diário do Comércio

São Paulo – O grupo siderúrgico Usiminas teve lucro líquido de R$ 975 milhões no quarto trimestre, revertendo resultados negativos dos três meses imediatamente anteriores e de um ano antes, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira.

O resultado foi apoiado em parte por “maior recuperabilidade de prejuízos fiscais no valor de R$ 495 milhões”, segundo o balanço.

A companhia afirmou que espera ter no primeiro trimestre volume de vendas de aço e receita líquida por tonelada estável em relação aos últimos três meses de 2023 e uma redução nos custos da divisão de produção de aço, principalmente ao longo do primeiro semestre.

A produtora de aços planos teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 625 milhões no quarto trimestre de 2023, 8% acima do desempenho de um ano antes.

A receita líquida somou R$ 6,78 bilhões ante expectativa média de analistas de R$ 6,3 bilhões, segundo dados da LSEG.

A Usiminas apurou vendas de aço 1 milhão de toneladas no quarto trimestre, 5% acima do volume de um ano antes e 3% mais que no terceiro trimestre de 2023. As vendas de minério de ferro somaram 2,38 milhões de toneladas, queda de 1% na comparação anual e estável na relação trimestral.

As vendas de minério de ferro em 2023 bateram recorde para a empresa de 9 milhões de toneladas, 5% mais que em 2022. Mas a Usiminas afirmou no balanço que as vendas de minério este ano devem ser menores, com impacto maior no primeiro trimestre por causa da sazonalidade do período chuvoso no Sudeste, onde estão concentradas as operações da companhia.

Paralisação temporária de uma de suas instalações de tratamento de minérios também deve pressionar o desempenho da unidade, afirmou a empresa.

A Usiminas terminou 2023 com uma relação de dívida líquida sobre Ebitda ajustado de -0,05 vez ante 0,21 vez no terceiro trimestre. O caixa da empresa somava ao final do ano passado R$ 6 bilhões, 18% acima do montante de um ano antes.

Usiminas eleva preços do aço a distribuidoras

A Usiminas elevou em cerca de 6% os preços de aço para distribuidores no Brasil no início deste mês, com o reajuste já tendo sido totalmente implementado. A informação é do vice-presidente comercial da siderúrgica, Miguel Camejo.

“Foi completamente implementado”, disse o executivo sobre o reajuste durante conferência com analistas.

O executivo comentou ainda que a companhia concluiu as negociações sobre contratos de fornecimento de aço que vencem em janeiro com montadoras de veículos do País, concedendo desconto nos preços da liga entre 9% e 12%. Segundo Camejo, esses contratos correspondem a 25% a 30% das vendas da Usiminas ao setor automotivo.

Usiminas projeta investimentos de R$ 1,7 bi a R$ 1,9 bi em 2024

Com foco na melhoria do desempenho ambiental e da segurança das operações, a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) projeta investir, em 2024, entre R$ 1,7 bilhão e R$ 1,9 bilhão. Estão previstos investimentos, por exemplo, no sistema de injeções de combustíveis do alto-forno 3 e no reparo, já iniciado, da Coqueria 2, ambos na unidade de Ipatinga, no Vale do Aço. Na Mineração Usiminas, a intenção é seguir com os licenciamentos de projetos compactos.

“Avançamos em um plano ambicioso de descarbonização. Temos metas claras e faremos um anúncio em breve. Vamos trabalhar na planta de Ipatinga, em Cubatão (São Paulo), na Mineração e nos centros de serviços, avançando na descarbonização das operações e melhorando nossa produtividade e eficiência, competindo com operações de referência mundial e com uma ampla gama de produtos”, disse o CEO da Usiminas, Marcelo Chara, em teleconferência com analistas.

Em 2023, o capex da siderúrgica chegou a R$ 3 bilhões, o maior desde 2010. Somente no último trimestre, foram R$ 654 milhões investidos, dos quais R$ 232 milhões dedicados ao alto-forno 3. No ano todo, a reforma do equipamento, o maior da empresa, com capacidade de produzir três milhões de toneladas de ferro gusa/ano, recebeu aportes de R$ 1,2 bilhão. Reativada em novembro, a fornalha passou por modernização, sob investimentos totais de R$ 2,7 bilhões

Chara revelou que a empresa pretende testar a capacidade máxima do novo equipamento ainda no primeiro trimestre deste ano. Contudo, ressaltou que o manter neste ritmo depende do mercado. Segundo ele, se as importações continuarem como estão será difícil ver o pleno desenvolvimento das operações. Em janeiro, o executivo deixou no ar o risco de abafar o alto-forno 2 e demitir mais funcionários, após desligar o de número um e despedir cerca de 100 pessoas em Ipatinga

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