Vale aposta em recuperação no 3º tri

2 de agosto de 2019 às 0h03

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Crédito: REUTERS/Denis Balibouse

Rio de Janeiro/São Paulo – A mineradora Vale prevê um terceiro trimestre “bastante forte”, após dois trimestres de prejuízos com impactos do rompimento mortal de uma de suas barragens em Brumadinho, afirmou ontem o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores, Luciano Siani.

A gestão da companhia, no entanto, tem focado principalmente nas reparações relacionadas ao desastre, deixando discussões como o pagamento de dividendos aos acionistas para um segundo momento.

No segundo trimestre, o prejuízo líquido da Vale foi de US$ 133 milhões, principalmente devido à inclusão de novas provisões para futuros custos que serão demandados pelo colapso de sua estrutura em 25 de janeiro.

“Esperamos que o segundo trimestre tenha sido de transição e que vamos ter um terceiro trimestre bastante forte para suportar a reparação e os futuros retornos aos acionistas”, afirmou Siani, destacando que as provisões anunciadas já trazem uma segurança sobre os valores que serão empenhados.

No segundo trimestre, a empresa apresentou uma provisão adicional de US$ 1,5 bilhão. No primeiro trimestre, a Vale havia feito um provisionamento de US$ 4,5 bilhões devido à tragédia de Brumadinho.

O colapso da estrutura, com mais de 11 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro, atingiu instalações da Vale, comunidades, mata e rios da região, incluindo o Paraopeba. Foram confirmados 248 mortos e 22 ainda estão desaparecidos.

“Do ponto de vista qualitativo, nós temos já uma boa ideia daquilo que vai ser o escopo da reparação e compensação ambiental e estamos usando a melhor estimativa. Portanto, daqui para frente, o que pode e vai acontecer naturalmente são oscilações, mas em torno desse grande número”.

Operações – Com a tragédia, a Vale foi levada a interromper diversas atividades em meio a uma revisão da segurança de suas estruturas. Recentemente, a empresa obteve liberação para voltar a operar Brucutu, sua principal mina de Minas Gerais, e parte de sua produção em Vargem Grande, também no Estado.

Com isso, a empresa elevou sua capacidade de produção de minério de ferro para o intervalo entre 340 milhões a 345 milhões de toneladas por ano.

Antes do desastre, a estimativa da empresa era atingir 400 milhões de toneladas em 2019, o que agora só deverá ser possível em cerca de dois ou três anos, segundo os executivos da empresa. (Reuters)

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