Economia

Vale cria Agera para ampliar produção de areia sustentável

Com aposta, companhia busca estratégia de promover a mineração circular para atender sete segmentos produtivos
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Vale cria Agera para ampliar produção de areia sustentável
Pátio de estocagem de areia na mina de Brucutu, localizada na cidade mineira de São Gonçalo do Rio Abaixo | Crédito: Vale/Divulgação

A Vale anuncia o lançamento da Agera, empresa do grupo dedicada à produção de areia sustentável proveniente do tratamento dos rejeitos gerados pelas operações de minério de ferro da companhia.

Segundo a empresa, desde o início da produção em 2021, cerca de 900 mil toneladas de areia sustentável já foram destinadas à construção civil e projetos de pavimentação rodoviária. A expectativa com a criação da Agera é de que este volume ultrapasse 1 milhão de toneladas nesta reta final de 2023, e que chegue a 2,1 milhões em 2024.

“Criamos a Agera com o objetivo de escalar um negócio que está nos ajudando a reduzir o uso de barragens e pilhas em Minas Gerais, além de contribuir para substituir a areia natural, que muitas vezes é extraída de forma predatória do leito dos rios”, informa o diretor de Negócios da Vale, Fabiano Carvalho Filho.

Economia circular é estratégia da companhia

Segundo o executivo, o lançamento está fortemente ligado à estratégia de promover a mineração circular. “Isso significa fortalecer na mineração os conceitos da economia circular, de associar o desenvolvimento econômico a um melhor aproveitamento dos recursos naturais”, explica.

Atualmente, a Agera conta com pontos de atendimento ao cliente e estoque em Minas Gerais e no Espírito Santo, e também de parcerias com transportadoras rodoviárias e fornecedores de frete ferroviário. Em números, a empresa já atende 80 unidades fabris de sete segmentos produtivos e está investindo em pesquisa para expandir sua atuação em outras aplicações, como cerâmica vermelha.

Recentemente, testes em laboratório indicaram um aumento de cerca de 50% na vida útil de malhas rodoviárias e uma redução de custos de até 20% em comparação com materiais convencionais. Cada quilômetro de pavimento pode consumir até 7 mil toneladas de rejeito. Os testes estão sendo realizados em uma estrada de 425 metros em Itabira, na região Central do Estado.

“Estamos estruturados para acelerar o desenvolvimento de produtos e materiais sustentáveis, atendendo às especificidades que o mercado exige. Além disso, nossas soluções logísticas permitem uma eficiência de ponta a ponta para garantir a agilidade no fornecimento da areia sustentável”, diz o CEO da Agera, Fábio Cerqueira.

Saiba mais sobre a areia sustentável

Cerqueira pontua que a areia sustentável também é produzida a partir do processamento a úmido do minério de ferro, gerando rejeitos compostos de sílica e óxidos de ferro. Esse material, no entanto, é submetido apenas a processos físicos, sendo não tóxico.

“A produção da areia sustentável contribui para mitigar problemas ambientais, como a extração predatória de areia e a geração de rejeitos de mineração. Seu uso na construção civil e nas indústrias oferece benefícios como maior controle e qualidade do produto final, evitando desperdícios e refações durante as obras”, afirma o CEO.

Desde a retomada da pandemia, a areia é produzida na mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, na região Central. Já no ano passado, a empresa começou a produzir em pequena escala na mina de Viga, em Congonhas. Contudo, a expectativa é que a mina de Cauê, em Itabira também passe a iniciar a produção do insumo no Estado como forma de ampliação da produção em escala industrial.

Sobre o autor

Dione Alves

Mineiro, Dione mudou para São Paulo para cursar Filosofia, mas dois anos depois, mudou-se para Comunicação Social. É ainda pós-graduado em Marketing de Relacionamento e também especialista em Cinema de Animação. Tem experiência em assessoria de eventos e mercado corporativo. Já passou pelos times do The Town e Circuito Brahma. Cultura e histórias de gente são suas paixões.

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