COTAÇÃO DE 18/06/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,0680

VENDA: R$5,0690

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,0370

VENDA: R$5,2330

EURO

COMPRA: R$5,9716

VENDA: R$5,9733

OURO NY

U$1.764,31

OURO BM&F (g)

R$286,98 (g)

BOVESPA

+0,27

POUPANÇA

0,2446%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia zCapa

Vale começa a testar nova captação do rio Paraopeba

COMPARTILHE

A vazão no rio Paraopeba deve atingir 5.000 litros por segundo em fevereiro de 2021 | Crédito: Divulgação

A Vale inicia, nas próximas semanas, os testes da nova captação de água do rio Paraopeba, em implantação no município de Brumadinho, para abastecimento da capital mineira e da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Inicialmente prevista para o final de setembro, a fase de comissionamento terá vazão inicial de 1.000 litros por segundo e será aumentada gradualmente até atingir a vazão nominal de 5.000 litros em fevereiro de 2021.

PUBLICIDADE

Com o rompimento da barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, em janeiro do ano passado, e o carreamento de material para o rio Paraopeba, a captação de água pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi interrompida, impactando o volume de recursos hídricos direcionados aos domicílios da Capital.

A situação passou a ser acompanhada pela Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), desde meados do ano passado, quando os impactos da paralisação vieram a público. Na época, vereadores expuseram os riscos impostos ao abastecimento de Belo Horizonte, uma vez que 30% dos recursos hídricos que eram direcionados à RMBH estavam suspensos.

Meses depois, a Vale se comprometeu a construir outra captação, a 12 quilômetros da original, mas a obra atrasou por cinco meses, em função das medidas de contenção da pandemia da Covid-19 e devido à ocorrência de intensas chuvas na região entre dezembro de 2019 a março de 2020, muito acima da média prevista para o período.

Procurada, a mineradora ressaltou que o funcionamento do novo sistema à plena capacidade restabelecerá a mesma vazão (5.000 litros por segundo) da captação atualmente suspensa no rio Paraopeba. E que, paralelamente, implementou um conjunto de ações emergenciais para contribuir com o abastecimento de água pela Copasa e fortalecer o sistema hídrico que atende a Região Metropolitana de Belo Horizonte, como a reativação de grandes poços no Vetor Norte e a interligação dos sistemas Velhas e Paraopeba.

Reservatórios – Já a Copasa informou que o nível dos reservatórios responsáveis por parte do abastecimento de água da população da RMBH encontra-se em situação confortável e não há risco de desabastecimento em situações normais. Segundo a estatal, o volume de água armazenado nas represas de Rio Manso, Vargem das Flores e Serra Azul, que compõem o sistema Paraopeba, está em 79,7%.

A companhia disse ainda que acompanha a execução da obra da Vale desde o início, em conjunto com a empresa Aecom, que presta serviço de auditoria técnica e ambiental independente para o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG).

“Paralelamente ao cumprimento do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), a companhia, por meio de manobras e soluções operacionais, garantiu que o atual nível de preservação em seus sistemas desse a segurança necessária para assegurar água para a RMBH até o próximo período chuvoso. Além disso, a empresa executa ações intensas de combate a fraudes e ligações clandestinas”, informou a Copasa.

Habilitação do FMSB é prorrogada

A Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Agua e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG) prorrogou até o fim de março de 2021 o prazo para os municípios solicitarem habilitação dos respectivos Fundos Municipais de Saneamento Básico (FMSB), a fim de receberem até 4% da receita líquida tarifária acumulada pelo prestador de serviço.

O diretor-geral da Arsae-MG, Antônio Claret, explica que a prorrogação do prazo se faz necessária devido ao cenário de pandemia, que causou dificuldades aos municípios. “Essa medida visa alcançar o maior número possível de municípios, considerando que a habilitação de fundos municipais tornou-se um indicador estratégico da agência, essencial para a universalização do saneamento básico em Minas Gerais, enquanto ainda não regulamentado o novo marco do saneamento”, argumenta Claret.

De acordo com o gerente de Fiscalização Econômica da Agência, Rômulo Miranda, em 2019 pouco mais de 60 municípios estavam habilitados para receber o repasse.

Com mobilização da Arsae-MG junto aos prefeitos, já são quase 150 municípios atendidos pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Copanor. “Há, ainda, cerca de 480 municípios que podem pleitear os recursos, desde que atendam aos requisitos estabelecidos na Resolução Arsae-MG nº 110/2018. São esperados, até o momento, repasses superiores a R$ 120 milhões para ações exclusivas de saneamento básico nos municípios”, afirma.

Para se habilitarem ao recebimento dos repasses no ano de 2021, os municípios devem protocolar a solicitação de habilitação, dos respectivos FMSBs, e demais documentos, até 31/03/2021, junto à Agência. Caso haja pendências, a Arsae-MG solicitará o envio da documentação faltante ou adequação que deverá ser providenciada até 30 de abril de 2021. (Agência Minas)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!