Varejo de material de construção deve fechar “no vermelho” em Minas Gerais

Segmento deve fechar este ano no vermelho após registrar recuo de 6% nas vendas entre janeiro e novembro

5 de dezembro de 2023 às 0h27

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Expectativas do segmento varejista de materiais de construção são negativas para dezembro por conta de fatores sazonais | Crédito: Alisson J. Silva

O faturamento das lojas que comercializam material de construção no Estado deve fechar 2023 “no vermelho”, segundo o diretor do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Material de Construção, Tintas, Ferragens e Maquinismos de Belo Horizonte e Região (Sindimaco BH e Região) e da Associação do Comércio de Materiais de Construção de Minas Gerais (Acomac-MG), Wagner Mattos.

De acordo com ele, dezembro é um mês tradicionalmente fraco, já que o foco do consumidor não é fazer reformas no último mês do ano. “Normalmente, ele conclui a reforma em novembro”, observa.

Conforme o diretor das entidades, de janeiro a novembro deste ano as vendas de material de construção em Minas Gerais chegaram a cair até 6% frente ao mesmo intervalo de 2022. Entre os motivos para o recuo neste exercício estão as incertezas políticas de um novo governo e a renda ainda comprimida do consumidor.

Mattos observa que, depois dos anos de alta no valor dos produtos durante a pandemia, em 2023 os preços materiais de construção voltaram para o patamar “que deveriam estar”. A situação que já não é mais extrema em termos de elevação dos preços dos materiais foi confirmada pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Renato Michel, na última semana ao DIÁRIO DO COMÉRCIO.

Para 2024, o diretor do Sindimaco BH e Região e da Acomac-MG, diz que a perspectiva para a venda de material de construção em Minas Gerais é sombria devido à reforma tributária. “É um cenário de nevoeiro forte”, diz.

Indústria nacional de materiais de construção tem bom desempenho em novembro

No que se refere às indústrias de materiais de construção do País, a maioria (44%), apresentou um bom desempenho no último mês, conforme termômetro da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), divulgado ontem.

A pesquisa, que ouviu os associados da entidade, mostra que para 39% das empresas ouvidas o resultado em novembro foi regular e 11% classificaram o mês como ruim.

Considerando o mês de dezembro, a expectativa é de regularidade para 56%. O otimismo por um bom período foi apontado por 22%, enquanto 17% consideram que será um mês ruim para os negócios.

Sobre as pretensões de investimento no médio prazo (próximos 12 meses), a pesquisa de novembro apontou que 44% das indústrias associadas pretendem investir no período. O número é 28 pontos percentuais (p.p) menor do que apontado em novembro de 2022.

O nível de utilização da capacidade instalada está em 72% na média das empresas, o que mostra leve queda de acordo com o mesmo período do ano passado, quando atingiu 76%.

O presidente da Abramat, Rodrigo Navarro, diz que a pesquisa continua mostrando um otimismo cauteloso dentro do setor, com tendência de regularidade para o último mês do ano.

Setor de material de construção espera mitigar redução do faturamento em 2024

A indústria de material de construção brasileira quer mitigar a redução do faturamento e atingir um resultado melhor com expectativas positivas para 2024. Para isso, conforme o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Rodrigo Navarro, o setor está apostando em vários fatores, entre eles, os avanços na reforma tributária, além da retomada paulatina de obras públicas.

A implementação do programa governamental Minha Casa Minha Vida e o início de obras do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) são outros pontos que podem ajudar a atividade na avaliação de Navarro.

O dirigente aponta a continuidade da redução gradual da taxa básica de juros, a Selic, e inflação sob controle, como outros fatores que podem contribuir de forma positiva nos negócios no próximo ano.

De acordo com o último Índice Abramat, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), de outubro de 2023, o faturamento consolidado do ano na comparação com o mesmo período de 2022, teve queda de 2,4%. Para 2023, a projeção é de contração de 1%.

“Ainda estamos aguardando os dados do índice de novembro de 2023. Os dados de outubro de 2023 mostram que o faturamento deflacionado das indústrias de materiais apresentou aumento de 1,8% em comparação com o mês anterior (setembro). Normalmente, o final do ano traz um bom momento para o setor e é essa nossa expectativa”, diz.

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