Vendas de enfeites natalinos crescem 15% em lojas de BH

Apesar de mais caros, procura por itens de decoração se intensificou nas últimas semanas

2 de dezembro de 2022 às 11h35

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Comércio comemora com otimismo a volta do público para as compras de artigos natalinos | Foto: Paula/Tempori

As lojas de decoração de Natal em Belo Horizonte estão registrando incremento de 15% nas vendas. Conforme apurado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, vários estabelecimentos da Capital notaram um aumento no fluxo de público que pode superar os 40% na comparação com o Natal de 2021. 

O movimento de alta está atrelado à superação dos picos da pandemia e a retomada das atividades, que têm permitido a recuperação da confiança do consumidor, conforme aponta o coordenador de Marketing da tradicional rede de lojas de decoração, Casa Maia, Cristiano Pereira. “A oferta tem acompanhado a demanda. Isso se dá porque, nos últimos anos, tivemos um Natal mais solitário, com as pessoas mais isoladas em suas casas, mesmo não deixando de decorar seus lares. Mas agora, elas estão mais otimista para realizar festas e ampliar as decorações”, avalia. 

As lojas situadas no Lourdes e no Santo Agostinho, bairros da região Centro-Sul de Belo Horizonte, estão em clima de Natal desde o mês de outubro. São centenas de artigos à disposição do público e de empresas, que foram catalogados para facilitar as negociações. “O momento natalino por aqui começou bem cedo. Abrimos em outubro porque há aquelas pessoas que gostam de se programar e ganhar mais tempo para fazerem as compras mais tranquilas”, diz.

E, nos últimos dias, o cenário tem melhorado ainda mais, conforme Pereira. Segundo ele, as pessoas que vão receber amigos, familiares e realizarão festas, bem como os administradores de condomínios também já estão indo às compras. “As empresas também voltaram a fazer eventos com público, e isso tem permitido uma demanda cerca de 15% superior ao ano passado”, diz.

Existente há 25 anos na Capital, a Tempore Home também abriu a sua loja na versão de decorações natalinas no início de outubro. Essa antecipação tem garantido um cenário de boas vendas e de projeções animadoras que também podem superar os 15%. “A procura tem sido muito boa, mesmo sendo necessário esperar a pandemia, mas agora o movimento está mais intenso, voltando com tudo”, comemora a proprietária Bruna Magalhães Gosende.

Segundo a empresária, o público da loja é compreendido em 50% por consumidores comuns e a outra metade pelo mercado corporativo. “Estamos com uma alta demanda de empresas que vêm em busca de decorações para eventos e prédios, assim como ocorre também com demanda para bancos, faculdades e condomínios”, elenca.

“Uma das nossas principais saídas é o aluguel de árvores de Natal, em que o valor é combinado de acordo com o tamanho. Temos opções que vão de 1,80 m a 4 m de altura. A gente leva até o cliente, monta, e depois desmonta em janeiro”, conta.

Falta de insumos e alta escalada do dólar refletem no preço

Tradicionalmente procurados para as celebrações de fim de ano, os ítens de decoração natalinos estão mais caros. É que, em grande parte, os produtos são importados ou fabricados por meio de insumos importados. Na fabricante ArteCor Indústria e Enfeites, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi registrado falta de insumos até a segunda quinzena de setembro. 

“Fomos bastante prejudicados pela falta de matéria-prima como fios de cobre, micro lâmpadas, e também nas peças para montagens de árvores. O preço mais alto é consequência da alta do dólar que, de certa forma, foi repassado para a gente e o consumidor sentirá essa diferença pelo varejo”, conta o diretor de financeiro, Wendel Aguiar Neto

‘Efeito chicote’ resultou em alta dos preços dos enfeites

O economista da PUC-SP, Guilherme Santos, explica que essa alta é justificada por um fator comum na macroeconomia. “Basicamente esses preços se elevaram em relação ao que a gente chama na economia de efeito chicote. Ou seja, nós tivemos um represamento da demanda em boa parte do setor por conta da pandemia, e agora nesse período próximo ao Natal, onde todo mundo quer sair para interagir e para comprar, termina ocasionando esse aumento bem elevado dos preços que é natural da época”, diz.

Por isso, ele ressalta a importância das pessoas se planejarem. “Muitas vezes a compra vem de uma decisão emocional. Seja para o lar ou para eventos corporativos, é preciso pesquisar os preços. Inclusive, muitas lojas têm buscado desenvolver a criatividade para elaborar novas opções de produtos ou decorações, como forma de agradar e vender o item ao consumidor por um preço legal”, acrescenta o especialista.

Praça da Liberdade terá decoração natalina em homenagem ao Estado

Um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte, a Praça da Liberdade, na região Centro-Sul da cidade, terá a sua decoração natalina com estreia prevista para esta sexta-feira, dia 2 de dezembro. As luzes serão acesas às 19h, fazendo uma homenagem aos 302 anos de Minas Gerais, com o tema “Natal da Mineiridade”. 

A iniciativa é do governo do Estado, com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, da Fundação Clóvis Salgado, com o patrocínio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O mesmo movimento de Natal, ganhou um plano que também se estenderá com decorações em 200 municípios mineiros.

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