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Dia Mundial do Planeta Terra Especial

Planeta Terra clama por atitudes mais sustentáveis

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O Planeta Terra tem aproximadamente 5 bilhões de anos e mais de 7 bilhões de habitantes

O dia 22 de abril, desde a década de 1970, é consagrado como o Dia Mundial do Planeta Terra. A data representa a luta em defesa do meio ambiente, promovendo a reflexão sobre a importância do planeta e o desenvolvimento de uma consciência ambiental. Com aproximadamente 5 bilhões de anos e mais de 7 bilhões de habitantes, a Terra é ainda o único planeta que temos para morar e seus recursos são finitos.

Hoje, porém, falar sobre o Dia Mundial do Planeta Terra é ir além da preservação das florestas, não sujar as águas e não contaminar o solo. Desde o lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, e mesmo antes, quando a ONU propôs a agenda Objetivos do Milênio, consciência ambiental vem acompanhada de um novo termo: “responsabilidade social”.

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Não há como dissociar homem e natureza. Não haverá preservação enquanto a fome for um flagelo global. Não haverá bem-estar social com a natureza levada à exaustão.

Nações, empresas, sociedade e cada indivíduo têm responsabilidades e sempre podem fazer algo dentro das suas características e limitações. No Novo Normal do planeta, cada um precisa cuidar de si, dos outros e de todos.

DC lidera movimento que busca consolidar os ODS

Ao celebrarmos, ontem, o Dia Mundial do Planeta Terra, no segundo ano da pandemia de Covid-19, talvez esse seja um dos grandes aprendizados: não vivemos isolados e não somos capazes de nos salvar por nós mesmos. A máscara e o distanciamento social protegem os outros e, assim, também nos protegem.

Essa premissa, tão antiga e óbvia, também se aplica para o fortalecimento dos princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015. Eles precisam ser pensados a partir dos territórios para alcançar o mundo. Nesse contexto, o Movimento Minas 2032 (MM2032) – pela transformação global -, liderado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, em parceria com o Instituto Orior, quer propor uma discussão sobre um modelo de produção duradouro e inclusivo, capaz de ser sustentável, e o estabelecimento de um padrão de consumo igualmente responsável.

Adriana Muls: esse é o caminho | Crédito: Michelle Muls

Segundo Adriana Muls, presidente do DIÁRIO DO COMÉRCIO e coordenadora-geral do MM2032, lançado em 2017, o Movimento trabalha pela criação de uma comunidade de desenvolvimento para a construção conjunta de reflexões e ações efetivas para promover a consolidação dos ODS em Minas Gerais.

“Os ODS são fundamentais para a consolidação de um novo modelo de produção e convivência socioambiental que promoverá a longevidade das empresas com grandes oportunidades de negócios, maior justiça social e respeito às restrições naturais”, explica Adriana Muls.

E é no sentido da própria história do jornal – que completará um século em 2032 – e dos negócios que o diretor executivo e de mercado do DIÁRIO DO COMÉRCIO, Yvan Muls, destaca o momento histórico de transformação do capitalismo rumo a um comportamento mais consciente.

“O DC é o grande articulador do Movimento a partir da sua própria referência, em sinergia com a Agenda 2030. Tudo começou com o Prêmio José Costa, em 2007, sempre com a visão de futuro e bem comum. Na perspectiva da economia temos que entender os caminhos da estrutura econômica. Precisamos pensar quais caminhos Minas vai tomar. Essa é a provocação que o DIÁRIO DO COMÉRCIO faz: que Minas queremos, entendendo as oportunidades de negócios em todos os eixos estruturantes dos ODS, garantindo a longevidade e sustentabilidade do ambiente econômico”, avalia Muls.

De acordo com o diretor do Instituto Orior, Raimundo Soares, o MM2032 está em linha com o propósito do Instituto, realizando uma simbiose do movimento local com o global.

“Minas é uma amostra do Brasil. O País, por si, é uma amostra do mundo. Temos todas as etnias representadas e misturadas. Todos os desequilíbrios globais existem aqui. Somos uma nação riquíssima, porém muito desigual. Onde tem desequilíbrio, tem conflito. O movimento está em linha com a nossa missão de promover o desenvolvimento global. Procuramos encaminhar aqui para auxiliar o País e o mundo. Os ODS não são um relatório, um cartaz na parede, eles estão nos indivíduos, temos o desafio de fazer o cidadão perceber que são os ODS”, pontua Soares.

Soares: desequilíbrio gera conflito | Crédito: Michelle Muls

Mídia transformadora – Nesse sentido, o DIÁRIO DO COMÉRCIO ganha ainda maior relevância ao se propor a ser uma mídia transformadora. “Está evidenciado que isso é possível e necessário. A mídia tem papel educacional para a sociedade. O DC tem essa postura de ser uma mídia propositiva”, afirma o diretor do Instituto Orior.

A caminhada está apenas no início. Impactada pela pandemia, a sociedade ganha um novo senso de urgência no estabelecimento de uma rotina produtiva e de consumo responsáveis. Esse “novo normal” que surge imprime ao MM2032 papel ainda mais importante e acelera os próximos passos:

“Desenvolver as ações definidas nos planos de trabalho, ampliando e fortalecendo as ações e iniciativas alinhadas com os Objetivos dex Desenvolvimento Sustentável, continuar sensibilizando outras instituições a participarem do Movimento Minas 2032. Mas, acredito que o grande desafio é sensibilizar o indivíduo, ponto de partida para a transformação necessária, para que os ODS se tornem parte do cotidiano de todo ser humano”, completa a presidente do DIÁRIO DO COMÉRCIO.

Criar senso de urgência é o primeiro passo

Para alcançar os ambiciosos objetivos, o Movimento Minas 2032 (MM2032) se estruturou de maneira prática, com o Conselho Diretor, formado por presidentes e CEOs das empresas e entidades participantes; o Comitê Organizador, formado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO e Instituto Orior; e Comitê Executivo, com representantes de todos os participantes: governo, academia, empresas e entidades. A macro orientação é a adequação dos ODS em Minas, articulando iniciativas afins com o Brasil e o mundo.

Assim, o Comitê Executivo se dividiu em grupos de trabalho (GTs) para:

  1. Promover a interiorização dos ODS;
  2. Internalizar os ODS na iniciativa privada;
  3. Internalizar os ODS na iniciativa pública;
  4. Internalizar os ODS no terceiro setor;
  5. Promover os ODS na educação;
  6. Promover os ODS na mídia.

“Os grupos foram organizados para acompanhar e ajudar a  desenvolver cada tema no Estado. Estamos na fase de planejamento e eles conversam entre si todo o tempo. Temos entidades que são mais afinadas com cada um desses grupos”, explica o diretor do Instituto Orior e cofundador do MM2032, Raimundo Soares.

Para a gerente de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Luciene Araújo, estar no GT “Internalização dos ODS na iniciativa privada”, permite que a Fiemg compartilhe e amplie práticas que já consolidou no dia a dia. O GT está referenciado no ODS 9: “Indústria, inovação e infraestrutura”.

“Estamos nos colocando mais disponíveis. É uma troca muito rica porque cada instituição tem um foco. O nosso aprendizado é rede e isso acelera o processo. Estamos, por exemplo, elaborando um guia especialmente para as pequenas e médias empresas. O objetivo é que elas possam trabalhar de forma integrada com a cadeia produtiva. A partir dessa publicação queremos fazer um fórum on-line, trabalhar com vários conteúdos digitais para ajudar as empresas a avançarem com essa construção. Os ODS trazem várias oportunidades, inclusive de negócios. É possível que as empresas consigam melhorar o próprio negócio racionalizando o consumo e melhorando a produtividade, aplicando o ODS 7 (Energia acessível e limpa), por exemplo, cuidando do consumo de energia”, afirma Luciene Araújo.

Ao mesmo tempo, a superintendente-executiva da Federação Mineira de Fundações e Associações de Direito Privado (Fundamig), Júlia Caldas, integrante do GT “Internalização dos ODS no terceiro setor”, acredita que o grande ganho do Movimento Minas 2032 é a articulação.

“Essa é a bandeira da Fundamig. Levamos as nossas ações, junto com as demais instituições, para o GT. Como órgão representativo, não paramos durante a pandemia. Ao contrário, tivemos aumento do volume de trabalho, muito em relação à legislação trabalhista. E também na parte de comunicar o trabalho dos associados. No modelo on-line conseguimos efetivar a participação das filiadas no interior. Todo esse trabalho tem muita relação com os ODS no terceiro setor. Ao mesmo tempo que a carência aumenta, temos que aumentar a potência das organizações. Ninguém precisa inventar a roda. Precisamos potencializar o que já existe. O ganho do Movimento é articulação”, pontua Júlia Caldas.

Troca é muito rica, diz Luciene Araújo | Crédito: Divulgação

Já fazem parte do MM2032: Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Instituto Aquila, ArcelorMittal, Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau (BHC&VB), Instituto Capitalismo Consciente, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL Minas Gerais), Fundação Dom Cabral (FDC), CeMais, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), Federação das Associações Comerciais de Minas Gerais (Federaminas), Fiemg, Fundamig, Instituto Movimento pela Felicidade, Governo de Minas Gerais, Sistema Ocemg, Instituto Orior, Save Cerrado, Sesc, Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“Entramos na década final. O senso de urgência deve permear todos os envolvidos. A forma como a gente convive, como produzimos agora, diz como será 2030. Se queremos algo mais adequado, temos que orientar a nossa forma de ver, viver e produzir. O primeiro impacto pretendido é o senso de urgência, nossa contribuição em termos de promover melhor desempenho nos indicadores que aferem a qualidade de vida em Minas, alinhados com Brasil e mundo. A meta é, até março de 2022, ter esse plano detalhado, com ações visando 2030”, completa o diretor do Instituto Orior.

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