Save Cerrado e Autômato lançam iniciativa inédita

23 de abril de 2021 às 0h21

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Segundo Bellonia, a sociedade já está se movimentando | Crédito: Divulgação

A parábola do pequeno beija-flor que tentava apagar o incêndio na floresta com a água que cabia em seu bico, repetidas vezes, sem desistir, ilustra bem a necessidade e o poder da mobilização em torno de uma causa. Assim como na história, em que os outros bichos, ainda que envergonhados, se juntaram e ajudaram a acabar com a ameaça, muitas forças têm se juntado para também salvar o Planeta Terra.

Ontem, no Dia Mundial do Planeta Terra, a organização Save Cerrado lançou uma plataforma que permitirá o mapeamento das empresas e pessoas com relação ao conhecimento e à pegada ambiental. O projeto, em parceria com a startup mineira Autômato, contou com o apoio do DIÁRIO DO COMÉRCIO e da Legacy 4Business – empresa especializada em assessoria na implementação e convergência das práticas ESG (Traduzido do inglês: Governança Ambiental, Social e Corporativa) e os ODS na cultura organizacional das empresas.

De acordo com o fundador e presidente da Save Cerrado, Paulo Bellonia, essa é uma iniciativa inovadora porque mede o nível de engajamento de pessoas e empresas com a sustentabilidade e ainda propõe uma ação prática para a mitigação da pegada de carbono, ajudando a preservar o cerrado no Norte de Minas.

“É um questionário rápido com inteligência artificial. A plataforma apresenta o resultado e convida para mitigar com uma iniciativa prática. A fórmula para calcular a emissão de gases de efeito estufa é determinada pela ONU. Para adotar áreas nativas do cerrado usamos a Lei 14.119/2021, que regulamenta o pagamento de serviços ambientais. Essa é a única forma de combater o desmatamento – segunda maior forma de impactar as mudanças climáticas. Por isso todo o mundo está de olhos nas florestas do Brasil. O primeiro maior ofensor é o uso de energia fóssil. O DC é um apoiador do projeto. Vinculamos esse apoio a uma área de 10 mil metros em um dos quatro mais importantes corredores de biodiversidade do Brasil”, explica Bellonia.

Não é à toa que foi o Cerrado escolhido pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO. O bioma é o que aparece predominantemente no Estado, especialmente nas bacias dos rios São Francisco e Jequitinhonha. É seguido pela Mata Atlântica e pela Caatinga. Além disso, é considerado como responsável pelo regime de águas de grande parte da América do Sul.

“O mundo observa principalmente a Amazônia, mas não dá pra gente se preocupar só com um bioma. Na Amazônia o problema é o desmatamento ilegal. Já no Cerrado, é o desmatamento legal. A lei permite que 80% da área seja desmatada. É muito difícil lutar contra algo que é permitido. A única forma de combater isso é a remuneração por serviços ambientais. Estamos alinhados com o Movimento Minas 2032. Por que as empresas estão preocupadas? Porque a sociedade está se movimentando. A mobilização pode fazer com que essas mudanças aconteçam. Uma empresa pode começar com R$ 200, ajudando a preservar mil metros quadrados de Cerrado”, destaca o fundador da Save Cerrado.

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