Investimentos de brasileiros fecham 2023 em R$ 5,7 trilhões 

Volume teve crecimento de 14% em 2023 na comparação com ano anterior

6 de fevereiro de 2024 às 5h12

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A desaceleração da inflação e a queda da Selic permitiram a diversificação dos aportes | Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

Em 2023, o volume de investimentos dos brasileiros chegou a R$ 5,7 trilhões, representando, assim, uma alta de 14% sobre 2022. Do total, R$ 3,6 trilhões foram no varejo e R$ 2,1 trilhões no private. Conforme os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o private e o varejo tradicional tiveram as maiores altas percentuais no ano desde 2021, com crescimento de 14,3% e 13,8% de crescimento, respectivamente.

Os dados da Anbima mostram que, no varejo, do volume total de investimentos de R$ 3,6 trilhões, o tradicional foi responsável pelo valor de R$ 1,9 trilhão, gerando, assim, um crescimento de 14,3%. No caso do varejo de alta renda, foi verificada alta de 14,1% no valor de investimento, totalizando, então, um avanço de R$ 1,6 trilhão. Os dois segmentos do varejo reúnem 153,8 milhões de contas.

Considerando o volume de investimento do private, o resultado também foi positivo. O valor avançou 13,8%, somando, portanto, R$ 2,1 trilhões, distribuídos em 158,8 mil contas e 70,7 mil grupos econômicos. O private inclui clientes com pelo menos R$ 5 milhões em investimentos.

Investimentos por ativos

Dentre os investimentos, a renda fixa foi um dos mais procurados e a renda variável voltou a apresentar alta. Assim, no private, o avanço na renda fixa foi de 2,9 pontos percentuais, atingindo 35,4%. Entre os investidores de varejo, o crescimento foi mais tímido, de 0,9 ponto percentual, chegando a 82%.

Conforme os dados da Anbima, os títulos isentos de imposto de renda se destacaram em 2023, apresentando alta de 37,1% e atingindo a cifra de R$ 1,1 trilhão. 

“Produtos de renda fixa mais conservadores, sejam estes isentos ou convencionais, a exemplo dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), passaram a ser a maioria nas carteiras dos clientes. Justamente por se beneficiar da taxa de juros, que, apesar de ter entrado em um ciclo de redução, ainda permanece em dois dígitos”, disse o presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, Ademir A. Correa Júnior.

Investimentos na renda variável voltam a crescer

Conforme a Anbima, a renda variável também ampliou participação tanto no private (0,5 p.p), quanto no varejo (0,1 p.p). A alta tem como um dos principais pontos o início do ciclo de corte de juros.

“A queda na taxa de juros, a alta de 22% do Ibovespa e as expectativas positivas em relação ao cenário macroeconômico  estimularam o crescimento dos investimentos em ações. Em 2023, o movimento foi mais intenso no varejo, mostrando que esses investidores têm mais acesso a informações e estão mais maduros, criando gosto por investir”, disse Correa Júnior.

Ações retomam fôlego 

Em 2023, o volume aplicado em ações chegou a R$ 716,1 bilhões, alta de 16,5% ante o fechamento de 2022. No varejo, o aumento foi de 21,7% e no private, foi de 14,1%.

Segundo a Anbima, apesar das incertezas no início de 2023, a desaceleração da inflação e a queda da Selic no segundo semestre permitiram que o investidor diversificasse as aplicações. 

“A alta mais expressiva no varejo mostra que os investidores estão cada vez mais maduros. Eles têm acesso a mais informações e até arriscam um pouco mais. Estão de olho em potenciais retornos maiores, com expectativa de mais reduções da taxa de juros”. 

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