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Procon acha 642 kg de alimentos impróprios em Várzea da Palma

Fiscalização passou por 11 estabelecimentos entre os dias 15 e 17 de setembro e resultou na interdição de um deles.

4 min de leitura
Alimentos impróprios encontrados pelo Procon.
Foto: Procon/Divulgação

Uma operação do Procon do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG) retirou de circulação cerca de 642 quilos de alimentos impróprios para consumo em Várzea da Palma, no Norte de Minas.

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A ação percorreu 11 estabelecimentos que vendem carnes, laticínios e outros alimentos entre os dias 15 e 17 de setembro.

A fiscalização foi conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Várzea da Palma e reuniu vários órgãos: a Coordenadoria Regional de Defesa do Consumidor de Montes Claros, a Vigilância Sanitária Municipal, o Procon Regional do Cimams e a Polícia Militar de Minas Gerais.

Operação encontra alimentos impróprios em 11 estabelecimentos

As equipes verificaram condições higiênico-sanitárias, armazenamento, refrigeração, congelamento, manipulação, validade, identificação, rotulagem e procedência das mercadorias. O objetivo era conferir se os produtos oferecidos aos consumidores estavam dentro das exigências da legislação.

A operação não surgiu do nada. Antes da fiscalização, o Procon-MPMG fez um trabalho de orientação com os comerciantes, explicando as regras e dando tempo para que fizessem os ajustes necessários. A etapa de fiscalização veio depois, para checar se essas adequações realmente aconteceram.

Carnes e laticínios estavam entre os produtos retirados

Entre os itens recolhidos estavam carnes bovinas, frango, peixe, linguiças, mortadela, queijos, ingredientes usados em feijoada, carne salgada e pururuca pré-frita.

Os problemas encontrados incluíram produtos vencidos, deteriorados, sem identificação adequada, sem rotulagem obrigatória ou sem comprovação de origem.

No caso de alimentos de origem animal, a comprovação de procedência é fundamental. O Ministério da Agricultura e Pecuária explica que esses produtos passam por inspeção oficial, que pode ser municipal, estadual ou federal, identificada pelas siglas SIM, SIE ou SIF nas embalagens. Essas marcas mostram que o alimento está ligado a um sistema formal de controle sanitário.

Um estabelecimento é interditado durante a fiscalização

Além da apreensão dos alimentos impróprios, um dos estabelecimentos foi interditado durante a operação. Três locais também permaneceram fechados durante todo o período de fiscalização, o que foi registrado como tentativa de dificultar o trabalho das equipes.

Outro estabelecimento, fechado nos dois primeiros dias, foi encontrado aberto no terceiro dia, mas sem nenhum produto cárneo à venda nos balcões.

O Procon-MPMG reforça que a apreensão não significa, por si só, que exista responsabilidade criminal ou civil já definida para os responsáveis pelos estabelecimentos.

As medidas seguem os trâmites próprios de cada órgão envolvido na ação. Todos os produtos recolhidos foram encaminhados à Vigilância Sanitária Municipal para descarte em local adequado, o que impede que voltem a ser vendidos.

Como identificar alimentos impróprios na hora da compra

A fiscalização de órgãos como o Procon é essencial, mas o consumidor também tem um papel importante nesse cuidado. Em produtos embalados, vale sempre conferir o prazo de validade, a integridade da embalagem e as informações do rótulo, como lista de ingredientes e dados nutricionais, conforme orienta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Nos produtos de origem animal, como carnes, queijos e embutidos, é importante procurar o selo de inspeção sanitária, seja SIM, SIE ou SIF.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária também recomenda observar a data de fabricação, o prazo de validade e sinais de alteração, como mudança de cor, cheiro estranho ou textura diferente do normal.

Em produtos refrigerados ou congelados, vale desconfiar de embalagens estufadas, violadas, vazando ou com sinais de descongelamento seguido de novo congelamento, situação que pode comprometer a segurança do alimento.

Na dúvida, o consumidor pode procurar os canais de atendimento do Procon ou da vigilância sanitária da própria cidade.

Fiscalização reforça segurança alimentar na região

O episódio de Várzea da Palma mostra que a segurança alimentar depende de fiscalização constante, do cumprimento das regras pelos comerciantes e da atenção de quem compra.

Primeiro vem a orientação, para que os estabelecimentos conheçam e sigam a legislação. Depois, a fiscalização verifica se essas mudanças realmente aconteceram, com aplicação de medidas quando necessário.

O resultado da operação, com 11 estabelecimentos vistoriados, um interditado e 642 quilos de alimentos impróprios retirados do mercado, reforça um alerta importante para toda a cadeia de venda de alimentos: preço e aparência não bastam para garantir que um produto é seguro.

Origem, validade, conservação e identificação também precisam estar em ordem antes que qualquer alimento chegue à mesa do consumidor.

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