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Como funciona o voto no exterior nas eleições 2026

Votação fora do Brasil abre neste sábado na Nova Zelândia e só termina no domingo, no Canadá, reunindo quase 919 mil eleitores

3 min de leitura
Bandeira do Canadá, um dos países com mais brasileiros que vão realizar o voto no exterior.
Foto: Banco de Imagens/Canva

A eleição presidencial brasileira de 2026 começa a ser votada fora do país já neste sábado (3), bem antes da abertura das urnas em território nacional. O primeiro local a liberar o voto no exterior é Wellington, na Nova Zelândia, e o processo só se encerra no domingo (4), à noite, no Canadá.

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A diferença de fusos horários explica por que o voto no exterior se estende por mais de 29 horas seguidas, enquanto no Brasil a votação segue o horário único, das 8h às 17h.

Em Wellington, as urnas abrem às 16h de sábado, no horário de Brasília, e a votação no exterior só termina às 21h de domingo, já no horário das últimas seções abertas no Canadá, em cidades como Vancouver e Calgary.

No caso específico da Nova Zelândia, existe apenas uma seção eleitoral, localizada na embaixada brasileira em Wellington. Já o Canadá concentra sete cidades com local de votação: Toronto, Winnipeg, Vancouver, Calgary, Montreal, Quebec e Ottawa.

Quase 919 mil brasileiros estão aptos a votar fora do país

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 918,9 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior neste primeiro turno, distribuídos por 134 países. O número representa um crescimento de 31,8% em relação às eleições de 2022, reflexo do aumento constante de brasileiros vivendo fora do país nos últimos anos.

Dentro desse grupo, a faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos, com 124.782 eleitores. Já no campo que registra raça ou cor, 556.966 cadastros, o equivalente a 60,6% do total, aparecem como “não informado”.

Portugal lidera o número de eleitores no exterior

Entre os países com seção eleitoral, Portugal concentra o maior número de brasileiros aptos a votar, com 134,7 mil eleitores, seguido pelo Japão, com 88,4 mil.

Depois aparecem Canadá, com 46,5 mil, Alemanha, com 41,5 mil, Espanha, com 40,8 mil, Itália, com 38,8 mil, Reino Unido, com 37,6 mil, França, com 29,7 mil, e Suíça, com 27 mil eleitores.

Diferente do que acontece dentro do Brasil, quem vota fora do país só pode escolher o presidente e o vice-presidente da República.

Não há disputa para governador, senador, deputado federal ou deputado estadual nas seções instaladas no exterior, já que essas eleições têm caráter estadual e dependem do domicílio eleitoral do cidadão.

Quem é obrigado a votar e quem pode faltar

As regras de obrigatoriedade do voto no exterior seguem as mesmas aplicadas dentro do Brasil. É obrigatório votar para brasileiros alfabetizados entre 18 e 69 anos. Já o voto é facultativo para analfabetos, para pessoas com 70 anos ou mais e para adolescentes de 16 e 17 anos.

Para votar, o eleitor precisa apresentar um documento oficial brasileiro com foto no local de votação. Quem está apto a votar no exterior, mas se encontra fora da área de abrangência da seção no dia da eleição, também pode acabar impossibilitado de comparecer, o que exige atenção aos prazos de justificativa.

Como justificar a ausência pelo e-Título

Quem tem título de eleitor emitido no Brasil, mas estiver fora do país no dia 4 de outubro, pode justificar a ausência pelo aplicativo e-Título, disponível das 8h às 17h no horário local de onde o eleitor estiver, e não pelo horário de Brasília. O prazo para justificar o primeiro turno de 2026 vai até 3 de dezembro.

Se houver segundo turno, marcado para 25 de outubro, o mesmo procedimento de justificativa pelo e-Título vale novamente, com prazo final em 8 de janeiro de 2027.

Já quem possui título emitido em uma seção do exterior vota exclusivamente para presidente, seguindo o mesmo calendário e as mesmas regras aplicadas aos demais eleitores brasileiros fora do país.

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