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Bancada feminina da ALMG bate recorde histórico com 20 deputadas eleitas

Mulheres vão ocupar 26% das 77 cadeiras na 21ª Legislatura, que começa em fevereiro de 2027; Beatriz Cerqueira repete marca de mulher mais votada do estado.

3 min de leitura
Frente da ALMG, onde bancada feminina cresceu.
Foto: Divulgação

A bancada feminina da ALMG vai bater um novo recorde histórico na 21ª Legislatura, que começa em fevereiro de 2027.

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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais elegeu 20 deputadas estaduais nas eleições deste domingo (4), superando o patamar anterior, de 15 mulheres eleitas em 2022.

Apesar do avanço, a presença feminina segue sendo minoria no Parlamento mineiro. As 20 deputadas eleitas correspondem a 26% das 77 cadeiras em disputa, o que significa que cerca de três em cada quatro vagas da Casa continuarão ocupadas por homens na próxima legislatura.

Como ficou a composição da nova bancada

Das 20 mulheres eleitas, 14 conseguiram a reeleição, garantindo continuidade a nomes já conhecidos do eleitorado mineiro. Entre as reeleitas estão Beatriz Cerqueira, Alê Portela, Amanda Teixeira Dias, Ana Paula Siqueira, Andréia de Jesus, Carol Caram, Chiara Biondini, Delegada Sheila, Leninha, Lud Falcão, Macaé Evaristo, Maria Clara, Marli Ribeiro e Nayara Rocha.

As outras seis deputadas chegam à Assembleia pela primeira vez: Adriana Souza, Dra. Laís Santiago, Flávia Borja, Iza Lourença, Marilia Amaral e Roberta Lopes.

A chegada dessas novas parlamentares ocorre ao mesmo tempo em que duas deputadas da atual legislatura deixam a ALMG: Bella Gonçalves e Lohanna foram eleitas deputadas federais, enquanto Ione Pinheiro, que não disputou a reeleição, foi escolhida conselheira do Tribunal de Contas do Estado.

Beatriz Cerqueira repete marca de mulher mais votada

A deputada Beatriz Cerqueira (PT) voltou a ser a mulher mais votada para deputada estadual em Minas Gerais, com 328.399 votos, o equivalente a 2,90% dos votos válidos no estado.

O resultado também a colocou na segunda posição entre todos os candidatos mais votados ao cargo, repetindo o desempenho já obtido nas eleições de 2022.

A distribuição partidária da nova bancada feminina ficou concentrada principalmente em dois partidos. PL e PT somam juntos 13 das 20 mulheres eleitas, o equivalente a 65% do total de deputadas que vão compor a Assembleia a partir de 2027.

A evolução da presença feminina na ALMG

O crescimento da bancada feminina na Assembleia Legislativa de Minas Gerais vem ocorrendo de forma gradual desde as eleições de 2014, quando apenas 5 mulheres foram eleitas para o cargo de deputada estadual.

Na legislatura seguinte, iniciada em 2019, esse número dobrou para 10 parlamentares, e na legislatura atual, iniciada em 2023, a bancada chegou a 15 deputadas eleitas diretamente nas urnas.

Ao longo da atual legislatura, a bancada feminina chegou a somar 17 parlamentares em exercício, após a entrada das suplentes Amanda Teixeira Dias e Carol Caram.

Com os resultados de 2026, o número de mulheres eleitas diretamente para a Assembleia quadruplicou em pouco mais de uma década, saindo de 5 para 20 parlamentares entre as legislaturas de 2015 e 2027.

O que o resultado representa para a representatividade

Embora o recorde de 20 deputadas represente o maior contingente feminino já eleito para a Assembleia mineira, a proporção de 26% das cadeiras ainda está distante da paridade em relação à população do estado, formada por maioria de mulheres.

O resultado da eleição de 2026 reforça um movimento de crescimento contínuo, mas também evidencia que a presença feminina no Legislativo segue avançando em ritmo mais lento do que o observado em outros espaços da vida pública.

A renovação de 31,16% registrada na Assembleia como um todo, com 24 deputados estaduais eleitos pela primeira vez entre as 77 cadeiras, também ajuda a explicar parte da entrada de novas mulheres na Casa.

Ainda assim, a manutenção das 14 deputadas reeleitas mostra que a renovação da bancada feminina andou lado a lado com a continuidade de parlamentares que já haviam conquistado espaço e reconhecimento eleitoral em mandatos anteriores.

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