A febre do álbum da Copa do Mundo de 2026 virou alvo de golpistas. O Procon-SP registrou um crescimento de 1.532% nas reclamações relacionadas a figurinhas entre abril e maio deste ano: foram 34 queixas em abril e 512 em maio. Em março, ainda não havia nenhum registro, fazendo com que esse salto expressivo acenda um alerta para consumidores em todo o Brasil, especialmente os que buscam produtos em marketplaces, redes sociais e aplicativos de mensagens.
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As principais queixas dos consumidores
Segundo o Procon-SP, a principal reclamação sobre o álbum da Copa é a não entrega de figurinhas compradas. Entre os outros problemas mais recorrentes estão:
- Atraso na entrega de produtos já pagos;
- Divergência entre o item anunciado e o efetivamente entregue;
- Comercialização de produtos sem procedência comprovada;
- Cobranças indevidas e dificuldade para obter reembolso;
- Dificuldade para contatar fornecedores após a compra.
Além das falsificações nas figurinhas e no álbum da Copa, criminosos também apostam em sites falsos. Segundo dados da Kaspersky, pelo menos 164 páginas fraudulentas que simulam o site oficial de venda de figurinhas foram identificadas até meados de maio. Isso representa um aumento de 720% em relação a 23 de abril, quando eram apenas 20.
Operação Álbum Fantasma apreende produtos falsificados em MG
Minas Gerais também entrou na mira das autoridades. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, no início deste mês, a Operação Álbum Fantasma em um estabelecimento comercial na região central de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, onde foram apreendidos álbuns e pacotes de figurinhas do álbum da Copa do Mundo sem nota fiscal.
Os responsáveis alegaram que as mercadorias tinham sido adquiridas em São Paulo. O material foi encaminhado para análise pericial e dois envolvidos foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos antes de serem liberados.
Como identificar figurinhas falsas
Alguns detalhes ajudam a distinguir produtos originais dos falsificados:
- Embalagem: o pacote original é metalizado, fino e liso. Os falsificados costumam usar papel mais grosso e áspero
- Corte e borda: as figurinhas originais têm corte reto, preciso e alinhado. Nas falsas, as bordas costumam vir tortas ou com a imagem “vazada”
- Qualidade de impressão: figurinhas falsas apresentam cores opacas, lavadas ou saturadas demais, com baixa resolução. As versões holográficas originais têm brilho mais refinado
- Verso: o verso original contém os logos da Panini e da FIFA com impressão nítida. Nas falsificadas, o texto costuma aparecer borrado, apagado ou com erros ortográficos
Como não cair no golpe do álbum da Copa
Quem recebe produto falsificado ou diferente do anunciado tem direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor, podendo exigir a substituição por produto original, o cumprimento da oferta ou a devolução integral dos valores pagos, incluindo o frete. Para se proteger, siga as orientações do Procon:
- Compre apenas em canais oficiais ou vendedores com boa reputação comprovada;
- Desconfie de preços muito abaixo do mercado;
- Evite negociações feitas exclusivamente por aplicativos de mensagens;
- Desconfie de lojas recém-criadas, com poucas informações institucionais ou que aceitem apenas PIX ou depósito para pessoa física;
- Guarde comprovantes, anúncios e registros de todas as negociações;
- Verifique previamente as condições de troca, devolução e prazos de entrega.
A comercialização de produtos falsificados pode gerar consequências civis, administrativas e criminais. Os responsáveis podem ser investigados por crimes contra as relações de consumo, estelionato, falsificação de produtos ou violação de direitos de propriedade intelectual.
Reclamações relacionadas ao álbum da Copa podem ser registradas no Procon do seu estado ou pelo portal do Consumidor do Governo, que atende em todo o Brasil.