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Implante de Ozempic está sendo desenvolvido para tratar diabetes e obesidade

Nova tecnologia promete liberar semaglutida por até um ano com uma única aplicação, reduzindo a necessidade de injeções frequentes

2 min de leitura
Caneta emagrecedora. Fonte: Magnific
Caneta emagrecedora. Fonte: Magnific

O implante de Ozempic pode representar o próximo grande avanço no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Após a popularização das canetas emagrecedoras, pesquisadores trabalham no desenvolvimento de um dispositivo subcutâneo, uma espécie de “chip”, capaz de liberar semaglutida de forma contínua por até 12 meses, oferecendo uma alternativa para pacientes que enfrentam dificuldades para manter o tratamento.

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A tecnologia está sendo desenvolvida pela biofarmacêutica norte-americana Vivani Medical, em parceria com a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante dos medicamentos Ozempic e Wegovy.

Como funciona os implante de Ozempic

Batizado de NPM-139, o dispositivo consiste em um pequeno implante colocado sob a pele durante um procedimento ambulatorial de baixa complexidade. Após a implantação, o equipamento libera doses controladas de semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, de maneira contínua ao longo de vários meses.

A expectativa é que o tratamento tenha caráter de manutenção, com utilização de apenas uma ou duas vezes por ano, reduzindo significativamente a frequência das aplicações atualmente exigidas pelas canetas injetáveis.

Tecnologia busca reduzir abandono do tratamento

Um dos principais desafios no controle da obesidade e do diabetes é a continuidade do tratamento. A empresa por trás do implante de Ozempic indica que aproximadamente metade dos pacientes interrompe o uso dos medicamentos ao longo do acompanhamento, comprometendo os resultados terapêuticos.

Nesse cenário, a solução surge como uma alternativa para reduzir falhas decorrentes do esquecimento das aplicações ou da dificuldade em manter um cronograma regular de medicação.

A Vivani desenvolve atualmente duas versões do dispositivo: uma destinada ao tratamento da obesidade e ao controle crônico do peso corporal e outra voltada para pacientes com diabetes tipo 2.

Quando a tecnologia poderá chegar aos pacientes?

Apesar do entusiasmo em torno da novidade, o implante de Ozempic ainda está em fase de desenvolvimento e precisa passar por todas as etapas de testes clínicos antes de ser submetido à aprovação das autoridades regulatórias.

Os estudos deverão avaliar a segurança, a eficácia e o desempenho do dispositivo em longo prazo antes que ele possa ser disponibilizado comercialmente.

Se os resultados forem positivos, a tecnologia poderá ampliar as opções terapêuticas para milhões de pessoas, oferecendo um tratamento mais prático, com menor necessidade de aplicações frequentes e menor risco de interrupção da terapia.

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