Economia Cidades

Uberlândia destina áreas públicas para a construção de mais de 600 casas populares

Edital de Chamada Pública seleciona construtoras para 622 unidades do Minha Casa, Minha Vida Faixa 1 em sete bairros

2 min de leitura
622 casas populares serão construídas em sete bairros de Uberlândia | Foto: Ubirajara Machado/MDS

A Prefeitura de Uberlândia publicou um Edital de Chamada Pública para selecionar construtoras interessadas em elaborar projetos e executar a construção de 622 casas populares pelo programa Minha Casa, Minha Vida – Faixa 1. Para viabilizar os empreendimentos, o município está disposto a destinar áreas públicas que antes eram reservadas para equipamentos como escolas, unidades de saúde e centros comunitários, tornando economicamente viáveis projetos que poderiam não sair do papel apenas com os recursos federais disponíveis.

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Com a disponibilização de terrenos públicos, a Prefeitura pretende reduzir os custos de implantação dos empreendimentos e estimular a execução de novos projetos habitacionais no município. 

A medida, no entanto, exige planejamento urbano cuidadoso, já que essas áreas foram originalmente reservadas para receber equipamentos públicos essenciais ao crescimento dos bairros contemplados.

Quais bairros receberão as casas populares

As 622 unidades habitacionais serão distribuídas em sete bairros já consolidados: Residencial Aclimação, Bosque dos Buritis, Paradiso, Jardim América, Monte Hebron, Jardim Brasília III e Luizote de Freitas III.

As casas populares serão térreas, com área entre 40 m² e 70 m², conforme os critérios técnicos e urbanísticos do Ministério das Cidades.

A distribuição prevista está dividida em dois grandes lotes:

  • 258 unidades: Residencial Aclimação, Bosque dos Buritis e Paradiso
  • 364 unidades: Jardim América, Monte Hebron, Jardim Brasília III e Luizote de Freitas III

O que ainda precisa acontecer antes das obras

A publicação do edital não significa o início imediato das construções. O processo ocorre em etapas, e nesta primeira fase, as construtoras credenciadas desenvolvem todos os projetos de viabilidade. 

Em seguida, ocorre a seleção das empresas e, somente então, os projetos seguem para análise da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades, responsáveis pela contratação dos empreendimentos com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

O próprio edital deixa claro que a seleção das construtoras não garante automaticamente a contratação das casas populares, já que a aprovação final depende da Caixa Econômica Federal e da disponibilidade orçamentária do Governo Federal.

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