Dois lotes da água Mamba Water tiveram a venda proibida nesta quinta-feira (16) depois que análises internas da fabricante encontraram Pseudomonas aeruginosa nas embalagens de 350 ml. A resolução saiu no Diário Oficial da União e abrange os lotes 13 e 14.
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Responsável pela marca, a HNK BR Indústria de Bebidas Ltda., ligada ao grupo Heineken no Brasil, comunicou o problema à Anvisa por iniciativa própria, e a agência formalizou o recolhimento.
Os dois lotes afetados foram produzidos nos dias 3 e 4 de abril deste ano, com validade até abril de 2027. Venda, distribuição e consumo estão proibidos desde a publicação.
O que fazer se você tiver a água Mamba Water em casa
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria presente no solo, no ar e na água, considerada oportunista. O risco para pessoas saudáveis é baixo, mas idosos, crianças pequenas, pacientes em quimioterapia e com imunidade baixa estão mais vulneráveis a infecções. A legislação sanitária brasileira proíbe a presença do microrganismo em qualquer água destinada ao consumo humano.
Por isso, quem tiver embalagens dos lotes 13 ou 14 não deve consumir o produto. Quem já tiver ingerido deve ficar atento a sintomas e, se necessário, procurar orientação médica.
Terceiro caso com a mesma bactéria em menos de dois meses
Em abril, mais de 100 lotes de produtos de limpeza da marca Ypê foram recolhidos pela mesma contaminação. Em junho, um lote da água Crystal também foi retirado do mercado por Pseudomonas. A Mamba Water é o terceiro caso em menos de três meses.
Na mesma data, a Anvisa suspendeu toda a linha de energéticos Mister Hemp. O motivo, neste caso, foi diferente: a empresa não realizou testes de estabilidade exigidos pela legislação e não comprovou o registro dos produtos no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).