A extinção do tambaqui foi reconhecida oficialmente pelo governo federal em 27 de abril, quando o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) incluiu o peixe na lista nacional de espécies ameaçadas. A medida não proíbe a pesca de imediato, mas impõe um prazo.
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O setor tem até 25 de outubro para entregar um plano de recuperação da espécie. Sem aprovação até essa data, a captura do tambaqui poderá ser proibida nacionalmente.
Extinção do tambaqui: o que dizem os números
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) gerencia o SALVE, sistema que enquadrou o tambaqui na categoria “Vulnerável”. A projeção que sustenta a classificação estima redução de 43,4% no contingente da espécie em três gerações.
A queda no número de tambaquis está ligada à pesca intensa registrada nas últimas duas décadas. Os pesquisadores, porém, não conseguem medir com precisão o quanto a criação do peixe em cativeiro influenciou nesse processo.
Há também uma limitação nos levantamentos. Os registros de capturas cobrem somente regiões sem proteção ambiental formal, correspondentes a mais de 60% dos tambaquis mapeados. Reservas naturais e territórios indígenas ficam fora do monitoramento, o que enfraquece os dados que embasam a classificação da espécie como ameaçada.
Preço sobe e cativeiro vira saída durante proibições
Restrições anteriores à pesca do tambaqui foram acompanhadas de alta nos preços nas feiras e mercados, com impacto direto no orçamento de famílias ribeirinhas e urbanas, segundo registros da Revista Amazônia. Em situações similares, a legislação brasileira permitiu a venda de peixes criados em cativeiro durante o período de proibição, o que funcionou como alternativa parcial de abastecimento.