Quatro membros de uma família foram presos nesta quarta-feira (5/8) em Juiz de Fora suspeitos de desviar R$ 14,5 milhões usando maquininhas de cartão. A investigação é do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e apura um esquema de fraude eletrônica que, segundo o órgão, teria gerado prejuízo acima de R$ 7 milhões a uma empresa de pagamentos.
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A ação, chamada de “Curto-Circuito”, teve participação do Gaeciber (grupo especializado em crimes cibernéticos), do Gaeco (focado em crime organizado) e da Promotoria local, com reforço das polícias Civil e Militar.
Nos endereços, os agentes recolheram 11 celulares, cinco notebooks, 52 cartões de pagamento, dois veículos, seis HDs, dois pendrives, um cartão de memória, dois cadernos com registros manuscritos e R$ 740 em espécie. O material segue para análise técnica e perícia criminal.
Fraude eletrônica em Juiz de Fora usava empresa como fachada
A suspeita do MPMG é que o grupo controlava uma empresa de meios de pagamento e usava essa estrutura para simular vendas que nunca aconteceram. Cartões vinculados à própria empresa eram passados em maquininhas como se transações reais tivessem ocorrido.
O dinheiro, no entanto, não representava nenhuma troca comercial verdadeira: ele retornava ao próprio grupo por meio de contas dos suspeitos e de empresas ligadas a eles.
Segundo o MPMG, a empresa de pagamentos antecipava o valor dessas vendas falsas para o grupo. Com o dinheiro em mãos, os investigados simplesmente paravam de honrar os compromissos, deixando a dívida com a empresa lesada. O esquema teria funcionado entre outubro de 2024 e novembro de 2025.
Os nomes dos detidos e da empresa investigada não foram divulgados pelo MPMG.