Uma tubulação da Mina Casa de Pedra vazou polpa de minério na manhã de quinta-feira (6/8), em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais. O material invadiu o córrego Maria José, afluente do Rio Maranhão. Trabalhadores da Vale perceberam o extravasamento por volta das 6h50 e acionaram a Defesa Civil da cidade. O acidente ambiental resultou na autuação da CSN Mineração pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad-MG).
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Os rejeitos atingiram a estrada de acesso a Esmeril e Jeceaba, onde máquinas já atuavam na retirada do sedimento. Imagens de drone mostram que o material chegou até onde o córrego deságua no Rio Maranhão, com a água visivelmente alterada no trecho.
Prefeitura não foi avisada sobre o vazamento de minério em Congonhas
O secretário municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas informou à Rádio Itatiaia que a Prefeitura de Congonhas não recebeu comunicação formal sobre o incidente. Segundo ele, a equipe técnica ainda coletava informações no local, com registro de impacto na fauna e na flora, mas sem vítimas.
Em nota, a mineradora descreveu o episódio como pontual e limitado. A empresa paralisou o bombeamento logo após constatar o problema, deslocou equipes ao local e iniciou a retirada do material. O trecho segue monitorado, segundo a CSN.
Análise das amostras de água fica pronta em até 5 dias
Com o acidente confirmado, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) acionou o laboratório para coleta emergencial de amostras. Os resultados, esperados em até cinco dias, vão indicar se a qualidade da água foi comprometida. O volume total vazado não foi estimado.
A Semad informou que a CSN deverá responder administrativamente e que acompanhará as ações de recuperação ambiental.
A Vale negou qualquer ligação com o incidente. A Mina Viga, próxima ao ponto do vazamento, está paralisada desde janeiro, após um reservatório de drenagem vazar água. É o quarto incidente envolvendo mineradoras em Congonhas em 2026.