O vale refeição passou a cobrir, em média, apenas nove dias úteis de alimentação por mês no Brasil durante o primeiro semestre de 2026. O resultado representa uma queda de 4,4% em relação aos 10 dias registrados no mesmo período de 2025, segundo levantamento divulgado pela Pluxee em 29 de julho.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
Apesar da redução nacional, Minas Gerais aparece na liderança entre os estados brasileiros. Em território mineiro, o benefício cobre, em média, 13 dias úteis por mês, o maior período registrado no levantamento. Rio de Janeiro e São Paulo, também na região sudeste, aparecem na sequência.
Mesmo com o desempenho acima da média nacional, o resultado mostra que o vale refeição está longe de acompanhar o custo da alimentação fora de casa. De acordo com a pesquisa, o trabalhador brasileiro precisa desembolsar, em média, R$ 589 do próprio bolso para complementar o benefício, valor 101% superior ao montante recebido em vale refeição.
Vale refeição perde poder de compra
O levantamento da Pluxee mostra que a capacidade de cobertura do vale refeição vem diminuindo desde 2019. Naquele ano, o benefício era suficiente, em média, para 18 dias úteis de alimentação. Em 2026, o período caiu para nove dias, ou seja, metade da duração registrada sete anos atrás.
A pesquisa é realizada com base nos dados internos da Pluxee. Não houve levantamento em 2020 e 2021 devido aos impactos da pandemia de Covid-19.
A evolução registrada pela empresa foi:
- 2019: 18 dias;
- 2022: 13 dias;
- 2023: 11 dias;
- 2024: 10 dias;
- 2025: 10 dias;
- 2026: 9 dias.
A perda de poder de compra ocorre em um cenário de aumento do preço das refeições. No primeiro semestre de 2026, o valor médio de uma refeição chegou a R$ 44,69, alta de 4,3% em relação ao período anterior.
Enquanto isso, o valor médio do benefício oferecido pelas empresas avançou apenas 1,5%, para R$ 583,75.
Minas Gerais lidera duração do benefício
Minas Gerais se destaca no levantamento por apresentar a maior duração média do vale refeição entre os estados brasileiros. O benefício cobre 13 dias úteis de alimentação por mês no estado.
O resultado coloca Minas Gerais quatro dias acima da média nacional, de nove dias, e também à frente dos demais estados do Sudeste. Rio de Janeiro e São Paulo registraram cobertura média de 12 dias úteis.
Para o mercado mineiro, o dado indica uma situação relativamente mais favorável para os trabalhadores que recebem o benefício, embora o vale ainda não seja suficiente para cobrir todo o mês de trabalho.
A diferença regional é significativa. Enquanto Minas Gerais registra 13 dias de cobertura, Roraima aparece na última posição, com apenas seis dias úteis. Maranhão tem média de sete dias, enquanto Acre e Rondônia registram oito dias.
Trabalhador precisa complementar o vale refeição
A redução na duração do benefício está diretamente relacionada à diferença entre o valor recebido e o preço das refeições. Com uma refeição custando, em média, R$ 44,69, o saldo disponibilizado pelas empresas acaba sendo consumido em poucos dias.
Segundo a Pluxee, o trabalhador brasileiro precisa complementar o valor recebido com recursos próprios em uma proporção que já supera o dobro do benefício. Na média nacional, o desembolso adicional chega a R$ 589.
O cenário reforça a pressão exercida pelo custo da alimentação sobre o orçamento dos trabalhadores. Embora Minas Gerais tenha a maior duração média do vale refeição, o benefício também não é suficiente para garantir as refeições durante todos os dias úteis do mês.