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Furto de cabos de cobre: 22 presos em prédio da Oi em BH

Ação da polícia mira grupo suspeito de invadir imóvel abandonado no Centro-Sul da capital para retirar e revender o material

3 min de leitura
Furto de cabos de cobre, como ilustrado, causam problemas em BH
Fonte: Banco de Imagens/Canva

Uma operação policial resultou na prisão de 22 pessoas suspeitas de participação em um esquema de furto de cabos de cobre em um prédio abandonado da Oi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O imóvel, desocupado há anos, havia se tornado um ponto conhecido de invasões, com criminosos retirando fiação e equipamentos para revender o material.

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O crime vai muito além do prejuízo à empresa dona do prédio. Os cabos furtados frequentemente pertencem a redes de telefonia, semáforos e até hospitais, o que significa que cada furto pode deixar bairros inteiros sem sinalização de trânsito ou comprometer serviços essenciais da cidade.

O motivo por trás da prática é simples: o cobre tem alto valor no mercado de reciclagem, o que atrai receptadores dispostos a comprar o material sem questionar a origem. Para dificultar a identificação, é comum que os criminosos queimem os fios antes da venda, retirando a capa plástica e deixando apenas o metal.

Prédio da Oi já era alvo frequente de furto de cabos de cobre

Essa queima, inclusive, já causou outros problemas no mesmo imóvel. Dias antes da operação que resultou nas prisões, o local havia sido alvo de fiscalização da Prefeitura, que aplicou multa por falta de alvará de funcionamento. O prédio também é ocupado por pessoas em situação de rua, o que aumenta a complexidade do problema e reforça a necessidade de uma solução definitiva para o espaço.

Segundo o Sindicato das Indústrias de Condutores Elétricos, a fiscalização rigorosa sobre quem compra o material é fundamental para conter o avanço desse tipo de crime. Uma lei municipal já exige que ferros-velhos e recicladoras comprovem a origem dos materiais recebidos, com documentos do fornecedor e descrição da mercadoria, mas a fiscalização efetiva dessa regra ainda esbarra na falta de estrutura para vistoriar todos os estabelecimentos da cidade.

Justiça deve cobrar responsabilidade da Oi pelo imóvel abandonado

O Ministério Público de Minas Gerais está se movimentando para responsabilizar a Oi pela situação do prédio. A empresa está em recuperação judicial desde 2023 e vem negociando a venda de parte de seus ativos, incluindo imóveis como esse, mas o local seguiu abandonado e vulnerável a invasões durante todo esse processo.

O caso reacende um debate antigo na capital mineira: como equilibrar a responsabilidade de empresas donas de imóveis abandonados com a fiscalização pública sobre o comércio de metais, em um cenário onde o furto de cabos de cobre continua sendo um negócio lucrativo para quem está disposto a assumir o risco.

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