Regional

Alerta de febre amarela no Norte de Minas atinge 86 cidades

Mortes de macacos em áreas da região acenderam o sinal de alerta das autoridades de saúde, que reforçam a importância da vacinação

3 min de leitura
Mosquito responsável pela transmissão da febre amarela
Foto: Banco de Imagens/Canva

A confirmação de mortes de macacos por febre amarela levou à emissão de um alerta epidemiológico para 86 cidades do Norte de Minas. A medida, adotada pelas autoridades de saúde, tem como objetivo reforçar a vigilância e aumentar a cobertura vacinal contra a doença na região.

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Os macacos funcionam como uma espécie de sentinela para o vírus. Como eles costumam adoecer antes dos seres humanos, a morte desses animais é um dos principais sinais de que o vírus está circulando em determinada área, o que permite que os órgãos de saúde ajam antes que a doença chegue às pessoas. Vale reforçar que os macacos não transmitem a febre amarela para o ser humano, eles também são vítimas da picada de mosquitos infectados.

Como a doença se espalha e quais são os sintomas

A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos infectados com o vírus, principalmente das espécies Haemagogus e Sabethes em áreas de mata. A doença não passa de pessoa para pessoa.

Os sintomas mais comuns incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo e nas costas, e costumam aparecer entre 3 e 6 dias após a picada. Em uma parcela dos casos, a doença evolui para uma forma mais grave, que pode incluir icterícia (pele e olhos amarelados), sangramentos e comprometimento de órgãos como fígado e rins, com risco real de morte.

Diante da circulação do vírus confirmada em macacos na região, a recomendação das autoridades de saúde é clara: quem mora nas cidades incluídas no alerta e ainda não se vacinou deve procurar a unidade de saúde mais próxima o quanto antes. A vacina é considerada a forma mais eficaz de prevenção contra a doença e faz parte do calendário nacional de vacinação, sendo gratuita na rede pública.

O que fazer ao encontrar um macaco morto

Quem encontrar um macaco morto ou com sinais de doença, como fraqueza e dificuldade de locomoção, deve comunicar imediatamente o setor de vigilância em saúde ou de zoonoses da prefeitura do município. A notificação rápida é importante porque permite a coleta de amostras e a confirmação laboratorial em tempo hábil, o que ajuda a mapear com mais precisão onde o vírus está circulando.

A recomendação das autoridades também é para que a população evite matar ou envenenar macacos, prática que é ilegal e que, além de prejudicar a conservação da espécie, dificulta o próprio trabalho de vigilância. Sem esses animais como sinal de alerta precoce, a chegada do vírus às pessoas só seria percebida quando os primeiros casos humanos já tivessem aparecido.

Com o alerta de febre amarela no Norte de Minas em vigor, a orientação das autoridades de saúde é que os municípios da região mantenham a busca ativa por animais mortos, reforcem a comunicação com a população sobre os sintomas da doença e ampliem o número de pessoas vacinadas, principalmente em áreas onde a cobertura vacinal ainda está abaixo do ideal.

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