Consumidores que compram em lojas paraguaias de Ciudad del Este não vão mais precisar atravessar a fronteira para receber os produtos. Os Correios anunciaram na segunda-feira (17) a entrega direta no Brasil pela Cellshop e pela New Zone Importados, especializadas em produtos importados.
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Agora, o cliente compra pelo site de qualquer uma delas e recebe o pedido em qualquer cidade brasileira, dispensando a travessia pela Ponte da Amizade.
O transporte é feito pelo Correios Packet, serviço postal para remessas internacionais operado por via terrestre, com rastreamento completo. O prazo de entrega segue o mesmo padrão das encomendas nacionais, contado depois que o produto deixa o Centro Internacional dos Correios, e cada encomenda pode pesar até 30 quilos.
Em nota, os Correios afirmaram que a compra direta oferece “comodidade e segurança” aos consumidores que adquirem produtos de lojistas paraguaios.
Lojas paraguaias já tinham testado envio ao Brasil
Antes do lançamento oficial, a New Zone já tinha testado o formato. Em 28 de novembro de 2025, a empresa enviou um lote de 10 produtos ao Brasil como experiência, e a entrega foi concluída em 15 dias.
Nesta fase inicial, a New Zone oferece perfumes, cosméticos, maquiagem e itens de cama, mesa e banho. A empresa prevê ampliar o catálogo aos poucos.
Importação segue regras da Receita Federal
As duas lojas são cadastradas no Remessa Conforme, programa da Receita Federal que obriga plataformas de comércio eletrônico a declarar antecipadamente os dados de cada importação.
O imposto federal deixou de incidir, desde maio, sobre importações de até US$ 50 feitas por empresas cadastradas no programa. A isenção é temporária, e o ICMS segue sendo cobrado normalmente.
Até então, quem participava do Remessa Conforme pagava alíquota de 20% sobre compras de até US$ 50. Fora do programa, a taxa é de 60%, não importa o valor do pedido.
Segundo apurou a Gazeta do Povo, a parceria dos Correios com as lojas paraguaias integra o plano de reestruturação da estatal para ampliar receitas, em meio a um rombo de R$ 5,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026, após prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025.