Quatro municípios do Alto Paranaíba decretaram emergência econômica no setor agropecuário diante do agravamento das dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais. São Gotardo, Ibiá, Serra do Salitre e Rio Paranaíba adotaram a medida como forma de reconhecer oficialmente a crise e criar respaldo para pedidos de renegociação e alongamento de dívidas junto a bancos, cooperativas, fornecedores de insumos e outros credores. A validade inicial dos decretos é de 180 dias, com possibilidade de prorrogação.
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O que os decretos de emergência econômica significam
Em São Gotardo, o Decreto nº 263 foi assinado pelo prefeito Makoto Edison Sekita em 17 de agosto e abrange cadeias como soja, milho, feijão, café, alho, cebola, batata, cenoura, além da pecuária de leite e de corte. Em Ibiá, o Decreto Municipal nº 6.993 foi assinado pelo prefeito Gilliano Gilles Ferreira em 13 de agosto, com publicação no dia 17.
Vale destacar que a declaração de emergência econômica tem caráter setorial e não equivale a uma situação de emergência reconhecida pela Defesa Civil. O objetivo é fundamentar, junto às instituições financeiras e credores, pedidos de prorrogação, alongamento e reestruturação de operações de crédito rural.
Alho no vermelho: prejuízo de até R$ 71,5 mil por hectare
A produção de alho é uma das principais justificativas dos decretos. Enquanto o produtor recebe em média R$ 11 pelo quilo do produto, o custo de produção chega a R$ 13,30 por quilo em São Gotardo e R$ 16,30 em Ibiá.
Essa diferença representa prejuízo líquido estimado em aproximadamente R$ 70 mil por hectare em São Gotardo e R$ 71,5 mil por hectare em Ibiá.
As culturas de cenoura e batata-inglesa também sofreram perdas relacionadas às variações climáticas bruscas, agravando a pressão financeira sobre os produtores da região.