Minas Gerais já soma dezenas de ocorrências de falta de energia provocadas por incêndios em áreas de vegetação. Entre janeiro e agosto de 2026, a Cemig registrou 92 casos desse tipo em sua rede elétrica, afetando mais de 46 mil clientes em diferentes regiões do estado.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
A situação preocupa a companhia principalmente durante o período de estiagem, quando a combinação entre vegetação seca, baixa umidade do ar e temperaturas elevadas aumenta o risco de propagação das chamas. Segundo a Cemig, a maior parte dos incêndios em áreas de vegetação tem origem em ações humanas.
Na região atendida pela Superintendência Regional Sul, que engloba municípios do Sul e do Oeste de Minas, foram contabilizadas 12 ocorrências entre janeiro e agosto. Os incêndios provocaram interrupções no fornecimento de energia para aproximadamente 5,4 mil consumidores.
Já na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Cemig registrou 27 ocorrências relacionadas a queimadas no período. Os episódios deixaram cerca de 8,4 mil clientes sem energia elétrica.
Queimadas aumentam risco de falta de energia
Os incêndios podem provocar danos diretos à infraestrutura utilizada para o fornecimento de energia. Postes, cabos e torres de transmissão podem ser atingidos pelas chamas, comprometendo a operação da rede e tornando mais demorado o processo de restabelecimento do serviço.
Além do risco de falta de energia para residências, as ocorrências podem afetar serviços essenciais e atividades econômicas. Hospitais, escolas, estabelecimentos comerciais e outros locais que dependem do fornecimento contínuo podem ser impactados quando um incêndio atinge estruturas da rede elétrica.
A Cemig também destaca que o trabalho das equipes de manutenção pode ser dificultado pelas características dos locais onde os incêndios acontecem. Em áreas rurais, por exemplo, os profissionais podem enfrentar terrenos extensos e acidentados, além da necessidade de transportar equipamentos e estruturas pesadas para os pontos danificados.
Minas Gerais já registra cerca de 2 mil focos de incêndio
O cenário ocorre em meio ao avanço das queimadas em Minas Gerais. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado já contabiliza cerca de 2 mil focos de incêndio neste ano.
Para a Cemig, a prevenção é uma das principais formas de evitar que os incêndios atinjam a rede elétrica e provoquem interrupções. A companhia recomenda que a população não descarte pontas de cigarro em áreas de vegetação e apague completamente fogueiras após o uso.
A empresa também orienta que garrafas e outros objetos de vidro não sejam deixados expostos ao sol em áreas com vegetação seca. O material pode contribuir para a concentração da luz solar e aumentar o risco de início de incêndios em determinadas condições.
Além das orientações à população, a Cemig reforça que realiza ações preventivas para reduzir os riscos à infraestrutura elétrica durante o período de maior incidência de queimadas. Entre as medidas para evitar a falta de energia estão a poda de árvores, a limpeza das áreas próximas às estruturas e inspeções nas linhas de transmissão.