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Do barro mineiro à França: artesãos de MG levam cerâmica do Jequitinhonha para exposições em Paris

150 esculturas de quatro territórios ceramistas chegam a duas exposições em setembro

2 min de leitura
Artesã finaliza escultura em cerâmica do Vale do Jequitinhonha representando duas figuras abraçadas
Andréia Andrade trabalha em escultura em cerâmica do Vale do Jequitinhonha | Foto: Divulgação/Sebrae

A cerâmica do Vale do Jequitinhonha, patrimônio imaterial de Minas Gerais, vai marcar presença em Paris durante setembro com cerca de 150 esculturas distribuídas em dois eventos. O projeto reúne o Sebrae Minas e o Governo de Minas Gerais, com coordenação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede).

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Na Maison & Objet, feira internacional de decoração e design, as peças ficam em exibição de 10 a 14 de setembro. O público inclui profissionais de arquitetura, curadoria, galeria e comércio especializado vindos de vários países.

A Ricardo Fernandes Gallery, recebe a mostra “A Terra Modelada pela Arte, Vale do Jequitinhonha” de 8 a 18 de setembro, com curadoria do galerista Ricardo Fernandes.

Cinco artesãos levam a cerâmica do Vale do Jequitinhonha a Paris

As peças têm origem em quatro territórios ceramistas do Vale do Jequitinhonha: Campo Alegre, Coqueiro Campo, Santana do Araçuaí e Cachoeira do Fanado. Cinco artesãos viajam pessoalmente à França para acompanhar as exposições.

Andréia Andrade, de Santana do Araçuaí, é neta de Dona Izabel, que recebeu o título de Dama do Barro do Jequitinhonha e ficou reconhecida pelas bonecas-moringa. Para Paris, Andréia leva noivas em barro inspiradas nas obras da avó e uma peça que retrata Dona Izabel no ato de moldar barro, em homenagem à matriarca.

“Participar dessa exposição representa a realização de um sonho. Em cada obra, estão presentes as histórias, as memórias e o legado de uma família que transformou a arte em patrimônio cultural e que agora segue conquistando novos espaços no mundo”, disse Andrade à Agência Sebrae de Notícias.

Anísia Lima, de Campo Alegre, entrou em contato com o barro ainda criança, aos oito anos, imitando o trabalho da mãe. “O meu principal sonho será realizado, que é mostrar meu artesanato fora do Brasil”, afirmou.

O projeto no Vale do Jequitinhonha em números

O Sebrae Minas atua na região desde o início dos anos 2000. Nesse período, 120 artesãos foram atendidos e o faturamento médio do setor cresceu 30%. O segmento movimentou R$ 2,5 milhões nos últimos anos. Em 2025, uma ação que leva compradores nacionais ao Vale resultou em R$ 450 mil em negócios fechados, entre compras no local e encomendas.

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