Um avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na manhã desta terça-feira (25/8), na zona rural de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O piloto, de 29 anos e único ocupante da aeronave, sobreviveu ao acidente e foi socorrido com ferimentos leves.
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A aeronave, um monomotor modelo Cirrus SR22, havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 7h34, em um voo entre cidades que levaria o avião para manutenção. Durante o trajeto, o avião apresentou uma pane seguida de uma explosão parcial em algum componente e por um princípio de incêndio. Em chamas, a aeronave caiu em uma área de mata nas proximidades da Rua Serra Azul, distrito de Mateus Leme, e continuou queimando mesmo depois do impacto com o solo.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) foi acionado por volta das 7h53 e mobilizou três viaturas para o local. Segundo a corporação, a aeronave já estava em chamas quando iniciou a queda, o que reforça a hipótese de falha técnica ainda em pleno voo, antes mesmo do impacto final na área de mata.
Moradores da região registraram imagens do momento em que o avião desce em direção ao solo, já com fumaça e fogo visíveis, e também flagraram o avião completamente tomado pelas chamas após a queda.
Como funciona o sistema de paraquedas da aeronave
Diferente de um salto tradicional, o piloto não pulou do avião com um paraquedas pessoal. O modelo Cirrus SR22 é equipado com um sistema chamado Cirrus Airframe Parachute System (CAPS), um paraquedas balístico projetado para toda a aeronave. Em situações de emergência, o dispositivo é acionado e libera um paraquedas grande o suficiente para reduzir a velocidade de queda do avião inteiro, aumentando as chances de sobrevivência de quem está a bordo.
Foi justamente esse sistema que amorteceu o impacto no caso de Mateus Leme. O paraquedas da aeronave estava acionado no momento em que o avião atingiu o solo, o que ajuda a explicar por que o piloto conseguiu sobreviver a uma queda acompanhada de fogo e explosão parcial durante o voo.
Atendimento médico ao piloto
Populares que estavam próximos ao local socorreram o piloto logo após a queda e o levaram ao Pronto Atendimento do distrito de Serra Azul. De lá, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) assumiu o caso e iniciou o transporte para a UPA de Mateus Leme. No trajeto, uma unidade avançada de Juatuba também passou a acompanhar o atendimento.
O helicóptero Arcanjo, do Serviço Aéreo de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, foi acionado para apoiar a ocorrência. Avaliado inicialmente em estado moderado pelas equipes de emergência, o piloto foi posteriormente classificado pelo Corpo de Bombeiros como consciente, orientado e com ferimentos leves.
Causas do acidente ainda são investigadas
As autoridades ainda não confirmaram o que provocou a pane e o início do incêndio durante o voo. A apuração sobre as causas técnicas da falha e da queda da aeronave cabe aos órgãos responsáveis pela investigação de acidentes aéreos, que devem analisar os destroços encontrados na área de mata onde o avião caiu.
Até o momento, não há informações sobre danos a terceiros ou a estruturas próximas ao local da queda, já que o acidente aconteceu em uma região de vegetação, distante de áreas mais povoadas do distrito de Serra Azul.